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Delegado comenta investigação sobre londrinense que realizou desafio da farinha com cachorros

Em vídeo, mulher força a cabeça dos animais em uma espécie de farinha

Guilherme
Guilherme Becker / Editor reportagem RIC Record TV, Curitiba
Delegado comenta investigação sobre londrinense que realizou desafio da farinha com cachorros
(FOTO: REPRODUÇÃO/ RIC RECORD TV)

11 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:43

O desafio da farinha viralizou nas redes sociais, após perguntas um dos participantes é escolhido para sujar o rosto, entretanto, neste final de semana um vídeo com cachorros causou revolta. De acordo com o delegado Matheus Laiola, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), o caso ocorreu na cidade de Londrina e a Polícia Civil local já foi acionada para investigação.

“Por volta das 6h30 acordei, fui ver meu celular e tinha um monte de mensagem, com o pessoal me marcando. Imediatamente eu tomei ciência dessa situação. Começamos a investigar quem seria essa mulher, conseguimos a qualificação dela e já entrei em contato com a Polícia Civil de Londrina, para que eles tomassem conhecimento disso e tomassem as medidas possíveis”, comentou Laiola.

Desafio da farinha com cachorros

O vídeo publicado nas redes sociais causou polêmica. Após várias pessoas reproduzirem o desafio da farinha com amigos, irmãos e familiares, uma mulher resolveu fazer a brincadeira com cachorros. Nas imagens é possível ver o desconforto dos animais, como destaca o delegado.

“A gente tem interesse, quer participar dessa situação, o animal não. No animal causa um desconforto, com certeza nenhum daqueles animais estão de maneira voluntária. A gente percebe que ela imprime uma força e o cão tenta não ir porque sabe que vai ter ali um objeto que vai causar desconforto, que seria a farinha. Então é totalmente diferente a situação com humanos que participam de forma voluntária”, ressaltou Laiola.

Segundo a DPMA, o caso será investigado. Uma médica veterinária está produzindo um documento para relatar as consequências e o desconforto que pode ser causado no animal, para que o caso seja tratado como maus-tratos. Em caso de condenação, a mulher pode ser penalizada com até um ano de reclusão, porém, com alternativa de penas mais brandas como o pagamento de multas.

“Quando eu tomei ciência já não existia mais o perfil dela, ou seja, já tinha começado a ser bombardeada diante da barbaridade que ele praticou. Do ponto de visto criminal, a delegacia já está ciente e tomando as medidas […]A tendência é ela ser responsabilizada por maus-tratos e se condenada pode ter 1 ano de reclusão, que pode ser revertida”, contou Laiola. 

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