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26 de abril de 2014 - 00:00

Atualizado em 26 de abril de 2014 - 00:00

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Deputado André Vargas pede desfiliação do PT

O deputado federal licenciado e ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados André Vargas enviou nesta sexta-feira (25) um comunicado de desfiliação ao diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) em Londrina, sigla da qual fazia parte desde 1990.  O advogado de Vargas, Michel Saliba, informou que o deputado paranaense não tem intenção de renunciar ao mandato na Câmara Federal e a decisão de deixar a sigla seria por que o parlamentar não tem mais o apoio do partido e quer se dedicar a defesa no processo de cassação ao qual responde no Conselho de Ética na Câmara.

Em nota divulgada pelo advogado e assinada por André Vargas, o ex-petista ressalta seu “sincero agradecimento” ao partido depois de 24 anos de militância.

“Comuniquei oficialmente ao Partido dos Trabalhadores nesta manhã o meu desligamento da sigla, após 24 anos de uma relação que me concedeu oportunidades para servir ao meu estado e ao Brasil. Deixo registrado o meu sincero agradecimento. Sem partido, irei dedicar-me agora à minha defesa no Conselho de Ética da Câmara, confiante de que me serão asseguradas as prerrogativas do contraditório e da ampla defesa. Confio na isenção, imparcialidade e tratamento isonômico da Câmara em relação ao meu caso, reafirmando a minha crença na Democracia e no Estado de Direito”, diz a nota.

André Vargas vinha sendo alvo de pressão por parte dos colegas de partido para renunciar ao mandato de deputado por causa das denúncias de seu suposto envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. As investigações da Polícia Federal revelaram um grande esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões.

Na terça-feira (22), o presidente do PT, Rui Falcão, pediu a Vargas que renunciasse ao mandato para não prejudicar as campanhas da presidente Dilma Rousseff e dos candidatos aos governos de São Paulo, Alexandre Padilha, e do Paraná, Gleisi Hoffmann. Vargas vinha resistindo às pressões.

Falcão disse ao deputado que, se ele não renunciasse, seria expulso pela Comissão de Ética do PT. Aliados de Vargas afirmaram que no PT não existe “rito sumário”. Não era isso, porém, que Falcão estava dizendo. No partido, todos sabiam o desfecho de um processo na comissão de ética contra Vargas: a expulsão. Foi então que, pressionado pelo governo Dilma e pela cúpula do PT, ele decidiu se desfiliar. “Não quero prejudicar Padilha, que é meu amigo”, afirmou Vargas em conversas reservadas.

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