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Após denúncia de nepotismo, coordenador do SAMU Noroeste deixa cargo

Maxsuel de Almeida é filho do presidente da instituição e prefeito de Perobal, Almir de Almeida, que recebeu uma determinação da justiça para exonerar o filho

Brenda
Brenda Caramaschi com informações do Portal Umuarama News
Após denúncia de nepotismo, coordenador do SAMU Noroeste deixa cargo
Foto: SAMU Noroeste

5 de agosto de 2020 - 13:43 - Atualizado em 7 de agosto de 2020 - 00:56

O médico Maxsuel Fidelis de Pádua Almeida, deixou o cargo de coordenador do SAMU na tarde desta terça-feira, 4, por conta de uma determinação judicial após denúncias de nepotismo. Ele é filho do presidente do SAMU e prefeito de Perobal (a 160 quilômetros de Maringá), Almir de Almeida. A juíza da 1ª Vara de Fazenda Pública do Fórum de Umuarama, Sandra Lustosa Franco, determinou, no dia 6 de julho, o prazo de 15 dias para que Almir de Almeida, prefeito de Perobal e presidente do Consórcio Intermunicipal de Urgência e Emergência do Noroeste do Paraná (Ciuenp – Samu Noroeste), exonerasse o filho, Maxsuel Fidelis de Pádua Almeida, que ocupava cargo de coordenador médico do órgão regional, desde 2019. A liminar foi concedida após serem constatados “fortes indícios da prática de ato ímprobo”. De acordo com informações do portal Umuarama News, a denuncia partiu do Ministério Público do Paraná, que ingressou na Justiça com Ação Civil Pública pela prática de nepotismo.

A Promotoria aponta que Maxsuel foi nomeado pelo pai mesmo sem preencher todos os requisitos técnicos para ocupar o cargo de coordenador regional do SAMU. “Valendo-se do cargo público de Presidente do CIUENP, ilícita e dolosamente, promoveu alterações nas exigências do cargo de Coordenador Médico para nomear seu filho, em flagrante prática de nepotismo”, afirma.

coordenador do SAMU Noroeste
Maxsuel de Almeida, coordenador do SAMU Noroeste, e seu pai, Almir de Almeida, presidente da instituição e prefeito de Perobal – Fotos: Montagem/SAMU Noroeste

A juíza descreve na decisão que, em face dos fatos ali demonstrados, não havia como deixar de acolher o pedido liminar. “O caso em tela se subsome perfeitamente à vedação da Súmula Vinculante nº 13, já que o Presidente do CIUENP, como autoridade nomeante, nomeou seu próprio filho para o exercício de um cargo em comissão na Administração Pública Indireta, em manifesta ofensa aos princípios norteadores da Administração Pública estabelecidos na Constituição da República, notadamente os da legalidade, moralidade, impessoalidade e isonomia”. A Justiça também arbitrou multa diária no valor de R$ 3 mil, limitada a R$ 30 mil, em caso de descumprimento da decisão.