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Gleisi Hoffmann celebra decisão do STF “a crueldade termina aqui”

Fogos de artifício foram vistos em frente ao Supremo após a decisão

Guilherme
Guilherme Becker / Editor

8 de novembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 8 de novembro de 2019 - 00:00

Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) reagiram com animação a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em proibir a prisão após a condenação em segunda instância, nesta quinta-feira (7). A deputada federal e presidente do partido, Gleisi Hoffmann utilizou as redes sociais para expor o sentimento,  “a crueldade termina aqui”.

Com a decisão 4.895 presos podem ganhar a liberdade. Entre eles 14 nomes condenados pela Lava Jato também devem ser beneficiados por uma eventual mudança, como o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e seu irmão, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, e também o ex-presidente Lula.

Fogos para comemorar a decisão

Logo após o voto de Dias Toffoli, que concluiu a votação em 6 votos a 5 contra a condenação após a segunda instância, a reação de apoiadores do PT foi imediata. Fogos de artifícios foram vistos em frente a sede do Supremo e integrantes do movimento Lula Livre comemoraram na vigília para o ex-presidente, “valeu a pena a luta”.

Gleisi Hoffmann esteve com integrantes do movimento Lula Livre no local da vigília de apoiadores ao ex-presidente. A deputada federal discursou por aproximadamente três minutos, celebrou a decisão do STF e agradeceu ao apoio de todos. No final, a presidente do partido terminou o discurso gritando “Lula livre”.

Em seu perfil no Twitter, Gleisi postou uma mensagem de alívio. Confira:

Fernando Haddad, que foi candidato à presidência pelo PT, também utilizou o Twitter para comentar a decisão do STF:

 O movimento Lula Livre prepara uma caravana a Curitiba para acompanhar a possível soltura do ex-presidente.

Professor de constituição reprova decisão

O advogado e professor de Direito Constitucional, Eduardo Seino, participou na manhã desta sexta-feira (8) do programa RIC Mais Notícias, na rádio Jovem Pan. Em pauta, a discussão foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu, por 6 votos a 5, que réus só poderão ser presos após o trânsito em julgado, isto é, depois de esgotados todos os recursos.

Na entrevista o professor declarou que a decisão da suprema corte foi equivocada. Clique aqui e confira a entrevista.