Coronavírus

Curitiba tem cerca de 900 ligações por dia na central sobre o novo coronavírus

Lucas
Lucas Sarzi
Curitiba tem cerca de 900 ligações por dia na central sobre o novo coronavírus

26 de março de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:50

Os 20 ramais da central telefônica (41) 3350-9000 não param de tocar. Desde o último dia 13 de março, início da ativação do teleatendimento da prefeitura de Curitiba para dúvidas sobre coronavírus, as equipes da Secretaria Municipal da Saúde atenderam cerca de 11 mil pessoas – uma média de 900 ligações por dia.

O serviço conta com médicos e outros profissionais de saúde e atende todos os dias, das 8h às 23h. A médica e diretora do Departamento de Atenção à Saúde, Oksana Maria Volochtchuk, conta que, nesta semana, o perfil da procura pelo call center mudou.

LEIA TAMBÉM: Coronavírus no Paraná: com 27 novos casos, número de infectados chega a 97; já casos suspeitos saltam para 3.588

A central seleciona as pessoas que relatam casos de quadro leve e suspeitos para monitoramento da condição clínica. Os profissionais orientam quem apresenta sintomas da covid-19 ao isolamento social. “De dúvidas e pedidos de orientação no começo passamos agora a relatos de sintomas virais e também dúvidas sobre tratamento”, disse Oksana.

Diariamente eles mandam uma lista de contatos para os Distritos Sanitários, que passam a monitorar os pacientes com sintomas da covid-19. Das ligações recebidas por dia, de 10% a 20% se enquadram no perfil dos sintomas. De acordo com a médica, mesmo por telefone é possível identificá-los.

NÃO SE CONFUNDA! Veja diferenças entre as alergias e os sintomas do coronavírus

“Quando a pessoa relata falta de ar, dificuldade para respirar, chiado no peito e tosse representa quadro respiratório e imediatamente ela recebe a indicação do isolamento pelo prazo de 14 dias”, disse.

Os profissionais que atendem as ligações preenchem uma ficha com a notificação dos sintomas. Os registros são encaminhados para os distritos vinculados aos endereços das pessoas. “A partir de então, a unidades de saúde passam a acompanhar os casos, monitorando por ligações ou até uma mesmo uma visita em casos mais urgentes”.