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Curitiba confirma o primeiro caso de febre amarela em homem de 69 anos

Redação RIC Mais
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28 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 28 de fevereiro de 2019 - 00:00

O paciente está estável e não há risco de transmissão (Foto: dreamstime)

De acordo com informaçõs da Prefeitura de Curitiba, o homem evoluiu bem e já recebeu alta, e não há risco de transmissão. Dessa forma, Curitiba segue livre da circulação do vírus e mantém as estratégias de prevenção

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba confirmou nesta quinta-feira (28), o primeiro caso de febre amarela da capital paranaense. O paciente, um homem de 69 anos, contraiu o vírus durante uma viagem a Adrianópolis, na região do Vale do Ribeira, e está sendo acompanhado pela secretaria.

Não há risco de transmissão 

De acordo com informaçõs da Prefeitura de Curitiba, o homem evoluiu bem e já recebeu alta, e não há risco de transmissão. Dessa forma, Curitiba segue livre da circulação do vírus e mantém as estratégias de prevenção.

Em 2018

No último verão, em janeiro de 2018, Curitiba também havia registrado um caso importado de febre amarela. A paciente, de 36 anos, havia viajado para Mairiporã em dezembro de 2017, e também teve boa evolução. “Desde então, a secretaria intensificou ainda mais a vacinação da febre amarela e a capacitação dos profissionais das redes pública e privada de saúde, emitindo notas técnicas e vídeos de orientação para a identificação precoce de pacientes com sintomas suspeitos de febre amarela”, explica a secretária municipal da saúde de Curitiba, Márcia Huçulak.

Curitiba não tem animais com o vírus

Entre as ações, há o monitoramento, pela Unidade de Vigilância de Zoonoses, dos macacos bugios e dos saguis. Eles costumam ser as primeiras vítimas da febre amarela silvestre. Curitiba não tem nenhum registro de macacos mortos pela infecção do vírus.

A secretaria também trabalha no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e da febre amarela urbana (não registrada no Brasil desde 1942). O Programa Municipal de Controle do Aedes promove uma série de ações que mantiveram os índices de infestação do mosquito em Curitiba próximo a zero no ano passado.

Vacina

A vacina da febre amarela é oferecida em 110 unidades de saúde de Curitiba, de segunda à sexta-feira. Além disso, algumas unidades vem abrindo aos sábados, de acordo com um cronograma pré-estabelecido, para oferecer a vacina. Veja abaixo a lista das próximas unidades que abrirão nos próximos sábados.

Ao todo, mais de 700 mil pessoas foram imunizadas em Curitiba nos últimos dez anos, o equivalente a cerca de 42% da população. Só neste ano, foram aplicadas de 1 de janeiro até a última sexta-feira (22/2), 167.656 doses da vacina. A imunização é mais um fator que contribui para que Curitiba siga sem a circulação do vírus.

A vacinação de rotina da febre amarela é indicada para quem tem de nove meses a 59 anos de idade. A dose é única – quem já tomou uma vez não precisa tomar uma segunda dose.

Se a pessoa não tomou a vacina ou se não tem certeza, pode verificar se há registro na carteira vacinal fazendo um pré-cadastro no Aplicativo Saúde Já – disponível para smartphones e tablets com os sistemas operacionais Android e iOS – ou procurar a unidade de saúde mais próxima de casa e se imunizar.

Pessoas acima de 60 anos, gestantes e mães que estão amamentando bebês menores de seis meses precisam de prescrição médica para tomar a vacina. Ela é contraindicada a pessoas que estão com febre alta, com deficiência do sistema imunológico ou com histórico de reação alérgica grave aos componentes da vacina (como ovo e gelatina, entre outros).

A febre amarela e seus sintomas

A febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos entre dezembro a maio. Não há transmissão de pessoa a pessoa.

No ciclo silvestre, cujos casos têm sido registrados recentemente no país, a transmissão é feita pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes infectados, que podem picar o macaco ou o homem, transmitindo o vírus da febre amarela. No ciclo urbano, não registrado no país desde 1942, o homem é o único hospedeiro e a transmissão ocorre a partir do mosquito Aedes aegypti.

1ª fase – período de infecção: febre, calafrios, dores pelo corpo, náuseas e vômitos, sintomas comuns a várias outras doenças, como leptospirose e dengue.

2ª fase – período tóxico: febre, icterícia (pele e olhos amarelados, daí o nome febre amarela), urina escura, dores abdominais, hemorragias e outras complicações.

Cronograma de vacinação

Dia 9/3

8h às 13h – Unidade de Saúde Caximba – rua Del. Bruno de Almeida, 7.881, Caximba.

8h às 12h – Unidade de Saúde São José – rua Rua Piraí do Sul, 280, CIC.

8h às 12h – Unidade de Saúde Barigui – rua Arthur Martins Franco, 5.516, CIC.

16/3

8h às 12h – Unidade de Saúde Jardim Gabineto – rua Eng. João Visinoni, 458, CIC.

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