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Frio extremo e neve: paranaense enfrenta -46˚C e conta como é

O paranaense enfrentou -46˚C em uma expedição pelo Canadá

Leonardo
Leonardo Pedrollo Com supervisão de Larissa Ilaídes
Frio extremo e neve: paranaense enfrenta -46˚C e conta como é
Marco em Churchill. Foto: Divulgação

28 de agosto de 2020 - 16:59 - Atualizado em 28 de agosto de 2020 - 18:15

Apesar de ser conhecido como “Caçador de aurora boreal” não é só de aurora que vive o Marco, esse fenômeno que ocorre principalmente em países gelados chama atenção, mas ele queria mais. Por isso, decidiu seguir para Churchill, no Canadá, e embarcar em uma nova aventura, dessa vez, como um “caçador de Ursos-Polares”. Mas calma, não para realmente caçar os animais e sim para observá-los em um dos seus habitats naturais. E, foi nessa busca pelos maiores carnívoros terrestres que o intrépido viajante precisou enfrentar o frio extremo.

“Os ursos-polares vão para essa região, esperando a Baía de Hudson congelar, para poder ir na direção Norte atrás de comida, entre a Tundra e o lago congelado, já que baleias e outras animais morrem ali depois de encalharem no local. Os ursos-polares se aproveitam dessa temporada de presas fáceis para comer”, disse Marco em entrevista ao portal RIC Mais.

Marco Brotto
Os ursos-polares vivem no frio extremo. (Foto: Marco Brotto)

A viagem costuma ser bem restrita: apenas 40 pessoas podem fazer esse trajeto por ano. Na temporada em que Marco participou da expedição, os termômetros marcavam -46˚C.

“Em expedição sozinho, a temperatura mais baixa que eu peguei foi -46˚C em Churchill no Canadá. Com grupo, a menor temperatura foi esse ano, em janeiro, no Alasca. A gente estava em 12 pessoas, pegamos -39˚C e foi divertidíssimo. É engraçado porque mesmo com -39˚C lá a gente está preparado, faz toda uma dinâmica de aquecimento para colocar as roupas, a gente não passa tanto frio. É claro que tem situações peculiares, mas de modo geral é muito divertido”, contou sobre o frio extremo.

Frio extremo
Marco observando a aurora boreal. (Foto: Divulgação/Marco Brotto)

Apenas a mão é um problema para Marco, já que ele não gosta de usar luvas, pois atrapalha no manuseamento dos equipamentos que ele usa para registrar cada momento mágico. Alguma das fotos estão registradas no site do Marco, para acessar clique aqui.

Apesar de não termos intimidade com esse nível de frio e neve, o feriado de sete de setembro pode trazer uma amostra para o Paraná.

O caçador de aurora boreal

Marco Brotto é conhecido como “Caçador de Aurora Boreal” – e gosta de ser chamado assim – porque viaja por países do Círculo Polar Ártico há muito tempo, sempre com o objetivo de registrar a aurora boreal.

Marco Brotto se apaixonou pela aurora boreal depois de seu primeiro contato com o fenômeno, que, a grosso modo, é um brilho observado nos céus noturnos nas regiões polares. Após esse primeiro contato, ele decidiu que iria fazer o percurso mais vezes e começou a fazer expedições.

“Com certeza a experiência na neve pra mim está muito ligada com a visualização a olho nu de uma aurora boreal forte, um espetáculo que pode durar desde alguns segundos até a noite inteira”, afirma Marco sobre sua paixão.

Sempre acompanhado de um grupo de pessoas que queriam presenciar o fenômeno, Marco não parou mais. Para ele, o primeiro contato com a aurora boreal é mágico e ver a reação das pessoas visualizando o fenômeno pela primeira vez é a parte favorita do trabalho.

Marco Brotto
Marco em uma de suas viagens. (Foto: Divulgação)

“E sabe de uma coisa, a felicidade que eu sinto de mostrar pela primeira vez a aurora para as pessoas, a alegria das pessoas é uma coisa muito impressionante né? Muitas dessas pessoas sonham em ver uma aurora, nunca tiveram com a neve no ártico, então é muito significante pra mim mostrar isso para as pessoas”.

Se você quiser conhecer mais sobre a paixão de Marco, acesse suas redes sociais: @marcobrotto @auroraborealblog