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Culpar a Covid-19 por problemas faz casais mais felizes, aponta estudo

A pesquisa mostrou que atribuir a culpa dos problemas à pandemia tornou relações mais resistentes

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações do Metrópoles
Culpar a Covid-19 por problemas faz casais mais felizes, aponta estudo
(Foto: Pixabay)

22 de junho de 2021 - 14:06 - Atualizado em 22 de junho de 2021 - 14:06

Um estudo norte-americano publicado nesta segunda-feira (21) no Social Psychological and Personality Science afirma que o amor é capaz de resistir ao estresse causado pela pandemia, se o casal culpar o vírus da Covid-19, e não um ao outro.

O estudo mostrou que fontes de aborrecimento como o estresse no trabalho, o luto e a incerteza financeira, que muitas vezes prejudicam a qualidade do relacionamento, podem afetar menos a relação se os indivíduos atribuírem seus problemas à pandemia, ao invés de culparem o parceiro.

Os pesquisadores do Departamento de Desenvolvimento Humano e Ciências da Família da Universidade do Texas, analisaram dados coletados entre 191 pessoas recrutadas durante as primeiras semanas da primeira onda de contágio nos Estados Unidos (entre abril e maio de 2020) e novamente sete meses depois na segunda onda. Em cada onda, eles mediram até que ponto as pessoas culpavam a si mesmas, a seus parceiros ou à pandemia por seus problemas e dificuldades.

Todas as noites, durante 14 dias, os voluntários preenchiam um pequeno diário antes de dormir, respondendo algumas questões envolvendo situações que ocorreram ao longo do dia.

Em geral, segundo o estudo, as mulheres culparam mais a pandemia por seus problemas durante as duas ondas. De acordo com uma das principais autoras do estudo, Lisa Neff, o efeito negativo do estresse era mais fraco entre as pessoas que enxergassem a causa de suas dificuldades relacionais na pandemia.

“É provável que as pessoas devam atribuir seus problemas ao estresse, e não ao parceiro. Mas, na maioria das vezes, as pessoas não agem assim. Em vez disso, tendemos a nos tornar muito mais críticos e muito menos indulgentes com nossos parceiros, em comparação com momentos sem estresse”, disse Neff.

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