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Cubanos realizam protesto em Curitiba, pedindo a liberdade do país do comunismo

Cuba vive a pior crise dos últimos 30 anos. Cubanos reclamam das longas filas para conseguir comida, da falta de medicamentos, dos racionamentos de energia elétrica e, desde que começaram os protestos, no dia 11, dos cortes na internet.

Giselle
Giselle Ulbrich e Gabriel Azevedo, da Jovem Pan
Cubanos realizam protesto em Curitiba, pedindo a liberdade do país do comunismo
Reprodução / Colaboração Diosvany Cabilla

18 de julho de 2021 - 18:31 - Atualizado em 18 de julho de 2021 - 18:43

Um grupo de 20 cubanos fez uma manifestação em Curitiba, na manhã deste domingo (18), pedindo a liberdade de Cuba da ditadura e do comunismo. Os cubanos, residentes em Curitiba, se reuniram no Largo da Ordem, ao lado das ruínas do São Francisco, com bandeiras, cartazes e gritos de “Liberdade” e “Fora Comunismo”.

O padeiro, carpinteiro e pintor Diosvany Calistre Cabilla, 38 anos, que mora em Curitiba há um ano e sete meses, foi o organizador do protesto na capital paranaense. Antes de falar do motivo da manifestação, ele agradeceu o governo brasileiro, que acolheu os cubanos e deu apoio para que tocassem suas vidas por aqui. Desde o último dia 11, Cuba vive uma onda de protestos, iniciados na capital, Havana, mas que se espalharam por outras cidades da ilha.

A pandemia do novo coronavírus mergulhou Cuba na pior crise já vivida nas últimas três décadas. Boa parte da renda nacional vem do turismo, interrompido desde março do ano passado por causa da pandemia. Nos últimos meses, a crise se agravou. Cubanos estão enfrentando longas filas para conseguir comida e há escassez de remédios. Não bastasse isso, os cubanos também têm passado por racionamento de energia elétrica e ficam por horas no escuro. E desde que iniciaram os protestos, cubanos afirmam que o governo vêm cortando a internet na ilha, para que ninguém passe adiante as imagens dos protestos que estão ocorrendo.

“Cuba é um país comunista e lá não temos possibilidade de nada. Por isso estamos nos manifestando, apoiando nosso povo que está lá sofrendo. Comunistas estão matando os cubanos, que estão gritando por liberdade para o povo, para suas famílias. Não aguentamos mais tanta fome, miséria, tanta necessidade de cada cubano. Nenhum cubano tem a oportunidade que outras pessoas de bem possuem morando em outros países, de dar uma boa vida para seu filho, de dar uma boa educação. Lá não tem nada disso”, explicou Cabilla.

Violência

O manifestante sabe que, por conta de seu protesto, bem provável ele e os amigos que vivem fora de Cuba nunca mais serão autorizados a entrar de volta na ilha. E ele ainda afirma que o governo tem matado pessoas que se manifestaram pedindo liberdade. E também pedindo o restabelecimento das comunicações e das redes sociais no país.

“O governo cubano machucou pessoas. Atiraram na população que saiu às ruas. Pediram reforço para a Venezuela, que mandou suas Forças Armadas. Feriram a população desarmada, que só queriam pedir liberdade para o povo cubano. Estão indo na casa das pessoas. Não se importam se são pais de família. Mataram a tiros dentro de casa, na frente da família. E o mundo não sabe disso porque tiraram a internet. Os Estados Unidos colocaram internet para que possamos falar com os familiares. Por isso estamos nos manifestando, par apoiar os cubanos, já que não podemos estar presentes”, afirmou o cubano.

Ele ainda afirmou que ninguém pode se manifestar em Cuba, mesmo que pacificamente, pois tudo acham que é política. Por isto, os cubanos que moram fora da ilha estão se manifestando ao redor do mundo em favor dos conterrâneos, não devem ser mais autorizados a voltarem ao país. “Estamos cansados de tantas mentiras do governo cubano. Só queremos liberdade“, disse Cabilla.

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