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Vídeo de vizinhos comprova que criança era agredida menos de 30 dias após ser adotada “faziam ameaças”

Criança teve alta da UTI neste final de semana e está se recuperando no quarto do hospital

Guilherme
Guilherme Becker / Editor

16 de dezembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:44

Novos vídeos foram apresentados à Polícia Civil de Londrina sobre as agressões que um casal cometeu contra uma criança, de oito anos, que havia sido adotada dia 18 de outubro deste ano. As imagens foram feitas por vizinhos que realizaram a denúncia ao Conselho Tutelar no dia 12 de novembro, ou seja, menos de um mês após a adoção. Os pais estão presos e o menino internado no Hospital Evangélico de Londrina.

A delegada Livia Pini conversou com a criança no hospital e concluiu o inquérito policial sobre o caso. Além de investigar os pais, Livia informou que haverá apuração para saber porque o Conselho Tutelar não atendeu a denúncia.

Criança adotiva é torturada e agredida

O garoto foi levado ao hospital pelos pais adotivos no dia 8 de dezembro. Segundo eles, após umas ‘chineladas e palmadas’ para corrigir a postura, a criança começou a passar mal e eles levaram para atendimento. Entretanto, ao dar entrada no hospital com lesões graves, o menino logo foi encaminhado a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e os pais presos em flagrante.

Após constatação de traumatismo craniano e diversas marcas pelo corpo, a prisão dos pais foi convertida para provisória e ambos permanecem detidos. Nesta semana vizinhos revelaram que as agressões contra a criança eram frequentes.

“Nós ouvíamos tapas, nós ouvíamos ‘xingos’, palavrões, pesados para uma criança adotiva, que acabou de chegar. Eu me assustei. Faziam ameaças que iriam devolver a criança, eu ouvi a criança ouvindo que queria fugir e eles falavam ‘Pode fugir, você vai para onde?’”, revela uma moradora que chegou a gravar imagens das agressões.

De acordo com a mulher, que não será identificada, após ouvirem muitas reclamações da criança ela resolveu denunciar o caso ao Conselho Tutelar. Com o registro da ligação no dia 12 de novembro, o funcionário de plantão informou que o caso seria investigado, porém, nada aconteceu até o dia que o pequeno foi hospitalizado.

“Eu fiquei muito abalada no dia. Durante a semana toda foi muito conturbado, porque eu não sabia que era tanto e é muito triste saber que chegou nessa situação. Nós podíamos ter feito mais. Gente, denuncie se ouvir barulho, ligue para polícia, não omita. A gente foi falho demais, deveríamos ter ligado para a polícia, ficamos esperando o Conselho e é muito triste ver tudo isso hoje que está acontecendo com esta criança”, conta a vizinha em lágrimas.

Polícia conclui inquérito

A delegada que investiga o caso informou que a criança agredida está se recuperando e já foi liberada da UTI. No quarto do hospital, Livia conversou com a criança, que revelou ter sido torturada pelos pais adotivos. Além disso, em conversa com funcionários do hospital, o garoto verbalizou que não tem interesse em voltar para a casa do casal.

Com a conclusão do inquérito policial, a delegada revelou que foi comprovado que esta não foi a primeira agressão contra a criança e a comunidade tinha conhecimento sobre a atitude do casal. Confira a entrevista com a delegada:

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