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Criação de Casa de Acolhimento LGBTQIA+ é solicitada à Prefeitura de Curitiba

O pedido foi encaminhado pela Comissão de Direitos Humanos com o intuito de acolher pessoas LGBTQIA+ e assim tirá-las de situações de risco

Caroline
Caroline Maltaca / Estagiária com informações da CMC e supervisão da editora Giselle Ulbrich
Criação de Casa de Acolhimento LGBTQIA+ é solicitada à Prefeitura de Curitiba
A reunião que deliberou sobre as propostas da audiência pública está disponível no YouTube. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

2 de junho de 2021 - 21:31 - Atualizado em 2 de junho de 2021 - 21:31

A Prefeitura de Curitiba recebeu nesta quarta-feira (02) uma proposta para investir na implantação de uma Casa de Acolhimento LGBTQIA+ na capital. O pedido foi feito pela Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania e Segurança Pública, da Câmara Municipal de Curitiba, e contou com nove encaminhamentos da audiência que debateu políticas públicas voltadas a esta população no dia 21 de maio.

Segundo a Comissão, o objetivo da proposta é que o centro de acolhimento seja administrado pela Fundação de Ação Social (FAS), com a participação da sociedade civil. Na solicitação, a Comissão de Direitos Humanos explica que o projeto poderá funcionar com uma rede de proteção, “com psicólogos, conselheiros tutelares, que consigam acolher essas pessoas, gerando assim mais condições de tirá-las das situações de risco, porque elas teriam com quem se orientar, teriam a quem recorrer”.

“Muito LGBT se vê sozinho ficando em uma posição de vulnerabilidade. A FAS confirmou que os atuais hotéis sociais não são adequados e é necessário um atendimento mais específico. No momento, existem mulheres trans permanecendo juntas com diversos homens nos hotéis sociais, uma vez que não existe um espaço adequado”,

continua o documento que será enviado à prefeitura.

Mais um projeto LBTQIA+

Outro encaminhamento deliberado e acatado pelo colegiado é pela criação do Conselho Municipal LGBTQIA+, de caráter opinativo, consultivo, orientador e fiscalizador. Os participantes da audiência pública defenderam que esse conselho é um espaço onde o movimento social, a sociedade civil organizada poderá “se juntar, e junto com a gestão, cobrar, fiscalizar e fazer o controle social de políticas públicas, fazendo o levantamento de dados”.

O presidente do colegiado da Comissão de Direitos Humanos, Jornalista Márcio Barros (PSD), também lembrou que no debate do dia 21 de maio foi reiterado que é impossível fazer políticas públicas sem fazer o levantamento de dados, sem identificar qual é o tamanho desta população em Curitiba.

“Falta um censo, eles [entidades que atuam na defesa dos direitos dos LGBTQIA+] não sabem exatamente qual o tamanho da população”, completou.

completou Barros.

Dentre outras demandas levantadas, está a necessidade de formação dos servidores do município, a fim de atender a população de maneira adequada, respeitosa e com dignidade; notificar o governo federal em relação ao sistema Sine (Sistema Nacional de Emprego), solicitando alteração da ferramenta para que seja feita a identificação dos LGBTQIA+; criação de políticas públicas específicas para a inclusão no mercado de trabalho; e implantação de medidas para que essas pessoas possam voltar às salas de aula, para concluir os ensinos fundamental e médio.

“São justas [as reivindicações] que esta população está pleiteando”, disse Alexandre Leprevost (SD). “Demandas legítimas”, corroborou Carol Dartora (PT), que é vice-presidente do colegiado. “Como são demandas diferentes, em várias áreas, os encaminhamentos serão protocolados na Secretaria Municipal de Governo”, informou Márcio Barros.

Também integram a Comissão de Direitos Humanos, Toninho da Farmácia (DEM) e Sargento Tânia Guerreiro (PSL).

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