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Craque argentino Maradona morre aos 60 anos após sofrer parada cardiaca

Reuters
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Craque argentino Maradona morre aos 60 anos após sofrer parada cardiaca
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25 de novembro de 2020 - 17:16 - Atualizado em 25 de novembro de 2020 - 17:20

Por Nicolás Misculin

BUENOS AIRES (Reuters) – O ídolo argentino Diego Maradona, considerado um dos melhores jogadores de futebol da história, morreu nesta quarta-feira aos 60 anos após sofrer parada cardíaca em casa, em notícia que abalou o mundo dos esportes.

O carismático jogador, campeão mundial pela seleção argentina na Copa do Mundo de 1986 e que atualmente atuava como diretor técnico do clube local Gimnasia y Esgrima La Plata, apresentava vários problemas de saúde e semanas atrás havia passado por uma cirurgia craniana.

“Um dia muito triste para todos os argentinos e para o futebol. Ele nos deixa, mas não vai, porque Diego é eterno”, disse o astro Lionel Messi, que foi dirigido por Maradona na seleção argentina, em seu Instagram.

Com seu modo caloroso e despreocupado, Maradona se tornou um ícone na Argentina e ganhou simpatia em todo o mundo, apesar de algumas críticas por suas opiniões públicas fortes e controversas.

O presidente Alberto Fernández, torcedor apaixonado de futebol e do Argentinos Juniors –clube onde Maradona iniciou sua carreira– disse que “nunca seremos capazes de lhe pagar tantas alegrias”.

Uma multidão começou a se reunir na quarta-feira em frente à casa onde o ex-jogador de futebol cresceu em Villa Fiorito, subúrbio extremamente pobre de Buenos Aires de onde ele saiu para a glória.

A notícia teve ampla repercussão pela fama que Maradona adquiriu depois do campeonato mágico que ele disputou em 1986 no México, onde levou a Argentina ao segundo título mundial.

“Diego” ou “Pelusa”, como era conhecido, teve uma longa carreira que incluiu passagens por Argentinos Juniors, Boca Juniors, Barcelona da Espanha e Napoli da Itália, entre outros clubes.

Maradona, que morreu em sua casa localizada poucos quilômetros do norte de Buenos Aires, sofreu graves problemas de saúde durante anos devido ao uso de drogas e álcool e antigas lesões.

O astro havia deixado em novembro o hospital, onde, após uma operação de hematoma subdural, permaneceu internado devido a “anemia e desidratação” e um quadro de abstinência do vício em álcool.

O governo argentino decretou luto nacional de três dias devido à morte do ídolo, enquanto a partida de quarta-feira pela Copa Libertadores entre Boca Juniors e Inter de Porto Alegre foi adiada.

O clube italiano Napoli, onde Maradona é reverenciado como um deus por levá-lo à glória na década de 1980, classificou a morte como um “golpe devastador para a cidade e para o clube”.

Pelé disse que perdeu um amigo.

“Noticia triste, perder amigos dessa maneira. Que Deus dê bastante força para a familia. Com certeza um dia vamos bater uma bola juntos lá no céu”, disse Pelé, de 80 anos, em declaração passada à Reuters por sua assessoria de imprensa.

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702)) REUTERS AC

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