Coronavírus

Número de voluntários que irão testar vacina contra a covid-19 em Curitiba é ampliado

Os testes da CoronaVac serão feitos apenas em profissionais da saúde e coordenados pelo Complexo Hospital de Clínicas (CHC)

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Caroline Berticelli / Editora
Número de voluntários que irão testar vacina contra a covid-19 em Curitiba é ampliado
Foto: Reuters/Dado Ruvic

11 de setembro de 2020 - 15:02 - Atualizado em 11 de setembro de 2020 - 15:02

O número de voluntários que irão testar a vacina chinesa contra a covid-19, CoronaVac, em Curitiba foi ampliado de 852 para 1400. As doses são produzidas pela empresa Sinovac Biotech e serão testadas pelo Complexo Hospital de Clínicas (CHC), da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

De acordo com o CHC, a ampliação foi possível graças a inclusão de mais 548 novos testes que serão enviados até o final de setembro pelo Instituto Butantan, de São Paulo. 

CoronaVac: vacina chinesa contra a covid-19

No dia 24 de julho, a UFPR assinou o acordo de parceria técnico-científica com o Instituto Butantan para cooperar na fase 3 de testes da vacina chinesa contra a covid-19, o que significa, os testes em humanos.

O CHC é uma as 12 instituições brasileiras que serão responsáveis pelos testes da CoronaVac

Como funcionam os testes da CoronaVac

Conforme a instituição, metade dos voluntários receberá a vacina, feita com o vírus inativado quimicamente, para estimular a produção de anticorpos. Outra metade receberá um placebo, substância sem efeito direto para a doença. Depois de 14 dias, haverá uma segunda dose.

Após esse período, a equipe do CHC acompanhará os voluntários por até 16 meses, monitorando quem desenvolveu sintomas de Covid ou anticorpos contra o vírus nos dois grupos, em consultas e coletas de sangue.

“Se houver maior prevalência de doentes entre os que não receberam a vacina, será possível constatar a eficácia da vacina para quem a recebeu”, explica Raboni. O estudo é duplo-cego, ou seja, nem o profissional do CHC responsável pela aplicação, nem os voluntários saberão se a aplicação é de vacina ou de placebo”, explicou a médica infectologista Sonia Raboni, líder das pesquisas da CoronaVac no CHC.