Coronavírus

UTIs chegam ao limite de ocupação e vacinas acabam até sexta no Paraná. Assista!

No Paraná, várias cidades já estão com as vacinas acabando e sem previsão de quando o Ministério da Saúde mandará mais doses. Vários hospitais estão lotados e Sesa diz que não há mais espaço físico e estrutura humana para ampliar mais leitos.

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações do repórter Eduardo Scola / RIc Notícias
UTIs chegam ao limite de ocupação e vacinas acabam até sexta no Paraná. Assista!
Paciente com Covid-19 na UTI de hospital. (Foto: REUTERS/Diego Vara)

16 de fevereiro de 2021 - 23:05 - Atualizado em 17 de fevereiro de 2021 - 09:22

Vários municípios do Paraná já estão sem doses de vacina contra o coronavírus ou com elas acabando. Quem ainda tem, só consegue manter a vacinação até sexta-feira (19). E apesar do anúncio do Ministério da Saúde, nesta terça-feira (16), a compra de mais 54 milhões de doses da Coronavac, ainda não se sabe quando elas chegarão aos estados brasileiros. Enquanto isso, diversos hospitais do Paraná, como nas regiões de Londrina e Maringá, já estão com os leitos de COVID-19 lotados e não recebem mais pacientes.

Até o fim da tarde desta terça-feira, 55.307 curitibanos já tinham sido vacinados. Idosos com mais de 85 anos, que estão na vez do cronograma de vacinação, serão atendidos somente até sexta-feira (19). Depois disto, a prefeitura passará a aplicar somente a segunda dose, pois o que há de vacina em estoque só permitirá a conclusão da imunização de quem já recebeu a primeira dose.

Flávia Quadros, superintendente da gestão de saúde pública, da Prefeitura de Curitiba, diz que estão na perspectiva de receber mais vacinas, para imunizar pessoas abaixo dos 85 anos. Porém o documento divulgado pelo Ministério da Saúde, divulgando a compra de mais 54 milhões de doses, não informa quando receberá o produto e quando será o repasse aos estados.

O documento explica apenas que, até março, o Brasil deverá ter disponíveis mais 18 milhões da Coronavac, a vacina produzida pelo instituto Butantan. Já o consórcio Covax Facility deve entregar 2,65 milhões de doses da AstraZeneca, a mesma vacina produzida pelo Instituto Osvaldo Cruz (Fiocruz), que prevê produzir 20,7 milhões de imunizantes até o mês que vem.

Os municípios de Toledo e Cascavel já suspenderam a vacinação, pois por lá, a vacina já acabou. Londrina só garante doses até sexta-feira. Em Maringá, a vacinação ocorre lentamente e as doses podem acabar logo.

HOSPITAIS EM COLAPSO

Em algumas cidades paranaenses, os pacientes que procuram internamento por causa do coronavírus estão dando com “a cara na porta”. Vários estão lotados e pedindo que cidades ao redor não mandem mais pacientes para internar.

Na regional noroeste, principalmente nos municípios de Maringá, Cianorte e Paranavaí, a taxa de ocupação de leitos COVID chegou a 96% (na semana passada era 77%). Em Maringá, dois hospitais estão lotados e três deles muito perto dos 90%. O Hospital Universitário de Londrina, além de hospitais em Cornélio Procópio e Jacarezinho já não recebem mais pacientes.

E o comportamento dos paranaenses tem sido o responsável pela lotação. A cada 10 pessoas internadas no hospital com COVID-19, duas morrem.

O Paraná tem 1.226 leitos clínicos e UTI para COVID-19 e não há mais como ampliar a estrutura. “Não podemos deixar de atender outras doenças que continuam existindo. Não tem como transformarmos todos os leitos que temos no SUS para COVID. Estamos muito perto do limite, não há espaço físico, nem equipe especializada para ampliarmos o atendimento”, explica Vinícius Filipak, diretor da Gestão Saúde Pública, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

BOLETIM

Nesta terça-feira, o Paraná registrou 7.983 novos casos de COVID. Destes, 4.878 são retroativos da capital. Também foram 78 mortes nas últimas horas. No total, desde o começo da pandemia, o Paraná já tem 593.115 casos e 10.758 mortos.

Assista tudo isso na reportagem do Eduardo Scola, para o RIC Notícias:

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