Coronavírus

Principal aposta do governo do presidente Jair Bolsonaro, vacina de Oxford é aprovada no Reino Unido

A vacina é a principal aposta do governo do presidente Jair Bolsonaro, mas empresa ainda não pediu registro na Anvisa

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações do R7
Principal aposta do governo do presidente Jair Bolsonaro, vacina de Oxford é aprovada no Reino Unido
Funcionária no local onde são realizados os testes com potencial vacina contra Covid-19 da AstraZeneca com Universidade de Oxford na Universidade Federal de São Paulo

30 de dezembro de 2020 - 08:58 - Atualizado em 30 de dezembro de 2020 - 08:58


A Agência Reguladora de Saúde e Produtos Médicos do Reino Unido aprovou, nesta quarta-feira (30), o uso da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a empresa farmacêutica AstraZeneca contra a covid-19, informou o Ministério da Saúde do país. Além da Oxford/AstraZeneca, considerada segura e eficaz, o país está imunizando a população com a vacina Pfizer/BioNTech.

O Reino Unido já assinou um compromisso para a compra 100 milhões de doses da vacina, o que permitirá que 50 milhões de pessoas sejam vacinadas, pois são necessárias duas doses. Em nota, o Ministério da Saúde indicou que o governo aceitou a recomendação dos reguladores de usar a vacina após “testes clínicos rigorosos” e “uma análise dos dados por especialistas da Agência Reguladora de Saúde e Produtos Médicos”.

Os reguladores, acrescentou o ministério, concluíram que a vacina “atende a níveis estritos de segurança, qualidade e eficácia”. Dados publicados no início de dezembro na revista médica “The Lancet” indicaram que a vacina é 62% eficaz quando duas doses completas da vacina são administradas, mas que é 90% eficaz quando metade da vacina é administrada na primeira dose, seguida de uma dose completa na segunda.

A vacina da Oxford/AstraZeneca é mais fácil de armazenar, pois pode ser mantida em uma geladeira normal, como a vacina contra a gripe, enquanto o imunizante da Pfizer/BioNTech precisa ser mantido a uma temperatura de – 70°C.

O Reino Unido iniciou a imunização neste mês, quando Margaret Keenan, de 91 anos, se tornou a primeira pessoa no país e no mundo a receber a dose da Pfizer/BioNTech.

O sinal verde dos reguladores ocorre um dia depois de o Reino Unido registrar o maior número de infecções por covid-19 em 24 horas nesta terça-feira (29), com 53.135 novos casos, além de outras 414 mortes causadas pela doença, segundo o governo.

Imunizante é aposta do governo brasileiro

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), laboratório público ligado ao Ministério da Saúde, deve pedir até a próxima semana o registro da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o grupo farmacêutico AstraZeneca.

O imunizante é a principal aposta do governo Bolsonaro — que já tem contrato assinado — para combater a pandemia do novo coronavírus. A Fiocruz pretende entregar 210,4 milhões de doses no País ao longo de 2021, soma suficiente para vacinar mais de 105 milhões de pessoas.

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