Coronavírus

Jornalista chinesa pega quatro anos de prisão por divulgar informações sobre covid-19

O trabalho da jornalista chinesa foi de noticiar a detenção de outros repórteres independentes e também do assédio sofrido por familiares de vítimas da covid-19

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora com informações do R7
Jornalista chinesa pega quatro anos de prisão por divulgar informações sobre covid-19

28 de dezembro de 2020 - 11:06 - Atualizado em 28 de dezembro de 2020 - 11:06

Uma jornalista chinesa foi condenada a quatro anos de prisão por provocar “tumultos e buscar problemas” ao divulgar informações sobre o início da propagação do novo coronavírus em Wuhan, na China.

Conforme informações do jornal de Hong Kong Apple Daily, a jornalista chinesa Zhang Zhan se negou a aceitar as acusações, e alegou que as informações que publicou não deveriam ser censuradas.

Jornalista chinesa divulgou detenção de outros repórteres independentes e assédio a familiares de vítimas da covid-19

De acordo com a Anistia Internacional (AI), o trabalho da jornalista chinesa foi de noticiar a detenção de outros repórteres independentes e também do assédio sofrido por familiares de vítimas da covid-19 durante o período do primeiro surto mundial do novo coronavírus.

A ONG Chinese Human Rights Defenders (CHRD) divulgou em setembro que Zhan havia sido detida por publicar que os moradores da cidade receberam comida apodrecida durante o primeiro confinamento de 11 semanas imposto no local, e também por veicular que cidadãos tiveram que pagar taxas para fazer teste de detecção do novo coronavírus.

O julgamento da jornalista ocorreu nesta segunda-feira (28).

“O governo chinês voltou a realizar uma farsa de julgamento durante o período do Natal, já que as autoridades querem reduzir a atenção para casos sensíveis como esse, enquanto diplomatas e jornalistas estão de férias”, afirmou à Agência Efe Leo Lan, investigador do CHRD.

O Ministério Público chinês pediu uma pena de quatro a cinco anos de prisão pela publicação “repetida de um grande número de informações falsas“, por aceitar dar entrevistas a veículos estrangeiros e por “exagerar maliciosamente” a situação do novo coronavírus em Wuhan.

Outras pessoas que divulgaram informações sobre a cidade foram presos ou detidos ao longo deste ano, como o empresário Fan Bing, o advogado Chen Qiushi e o jovem jornalista Li Zehua.

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