Coronavírus

Imagens e vídeos de aglomerações nas praias e festas são expostas em redes sociais

Enquanto a pandemia de covid-19 já deixou mais de 190 mil mortos no Brasil, as aglomerações de Ano-Novo seguem frequentes. Contas na internet estão expondo fotos e vídeos

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais
Imagens e vídeos de aglomerações nas praias e festas são expostas em redes sociais
(Foto: Reprodução/NDMais)

31 de dezembro de 2020 - 08:53 - Atualizado em 31 de dezembro de 2020 - 09:43

Apesar das restrições sanitárias e da recomendação para não aglomerar durante a maior pandemia do século, o desrespeito ao isolamento social virou regra no final de 2020, especialmente no litoral.

Nas redes sociais, perfis estão expondo fotos e vídeos de aglomeradores. É o caso do @brasilfedecovid, criado nesta semana, o perfil com mais tem mais 13 mil seguidores mostra que a pandemia acabou para uma parcela da população brasileira. São imagens de aglomerações nas praias e festas de Ano-Novo em diferentes cidades do Brasil.

Em outro perfil, @BrazilCovidfest, que tem mais de 3 mil seguidores, o objetivo é o mesmo. E as imagens são impressionantes, especialmente em um país onde mais de 192 mil pessoas morreram vítimas da covid-19.

No @brasilfedecovid e @BrazilCovidfest são publicados fotos e vídeos de festas e confraternizações em diferentes estados brasileiros. Os comentários são de pessoas revoltadas com a situação. Em quase todos os lugares, não há nenhum distanciamento social e o uso de máscara é raridade.

Covid-19, praia e contaminação

O Brasil é um dos poucos lugares do mundo que não impôs nenhum restrição mais dura durante o Natal e o Ano-Novo , diferente dos países desenvolvidos. Na Itália, Alemanha, França, por exemplo, as pessoas estão impedidas de sair nas ruas.

De acordo com a infectologista Lina Paola, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o risco de infecção na praia é alto, caso nenhuma orientação para evitar o contágio – como distanciamento e uso de máscara – seja respeitada.

“As chances de se infectar são em torno de 70%. Você está muito mais exposto do que se não estivesse em uma aglomeração”, destaca.

Ela explica que apenas o fato de estar ao ar livre não garante segurança porque a presença de muitas pessoas próximas facilita o contato com alguém que esteja infectado e, portanto, com gotículas contaminadas expelidas na fala, tosse ou espirro.

Confira imagens e vídeos de aglomerações no Brasil

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