Coronavírus

Idosa de 102 anos é a vítima mais velha do coronavírus em Curitiba

A idosa, de 102 anos, sobreviveu à gripe espanhola e não resistiu ao coronavírus. Ela estava internada. Prefeitura lamentou a morte.

Lucas
Lucas Sarzi
Idosa de 102 anos é a vítima mais velha do coronavírus em Curitiba
Foto: Ilustrativa/Pixabay.

12 de agosto de 2020 - 21:30 - Atualizado em 12 de agosto de 2020 - 22:11

Em todo o mundo, as notícias de idosos que sobreviveram ao coronavírus se destacam. Mas aqui em Curitiba, a notícia é triste. Uma idosa de 102 anos, que sobreviveu à gripe espanhola, não venceu o coronavírus. Ela é mais uma morte, entre as 751 registradas pela doença em Curitiba.

A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, durante a live diária, nesta quarta-feira (12). A idosa, que estava internada, é a vítima mais velha da covid-19 em Curitiba até agora.

Conforme a médica infectologista Marion Burger, a idosa sobreviveu à gripe espanhola. “Mas não resistiu ao coronavírus. Essa é a pessoa mais velha que nós temos registro com diagnóstico positivo para Covid-19 e que infelizmente morreu”, disse.

A médica contou que a idosa nasceu em 1918, quando a gripe espanhola tomou conta. “Faleceu com o coronavírus, segunda maior pandemia que nós vivenciamos nos últimos 100 anos”, lamentou Marion.

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Foto: Arquivo/Ari Dias/AEN.

Números do coronavírus em Curitiba

Nesta sexta-feira, Curitiba confirmou mais 486 moradores infectados e 14 mortos em decorrência do novo coronavírus. No total, a capital paranaense contabiliza 25.350 casos e 751 óbitos desde o começo da pandemia.

Além das 751 mortes até agora, outros oito óbitos estão em investigação. Dos pacientes mortos em Curitiba nas últimas 24 horas, eram 11 homens e três mulheres, com idades entre 44 e 102 anos.

Conforme a secretária de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, também durante a live diária, houve queda nos casos graves de Covid-19 em Curitiba. “Começamos a sentir uma diminuição dos casos graves. Hoje nós estamos com a menor taxa de ocupação de leitos dos últimos 40/50 dias, que é de 82%”.