Coronavírus

Cascavel tem 27 policiais penais com coronavírus; sindicato pede rigidez

Em todo o Paraná, são 143 policiais penais contaminados com o coronavírus no sistema penitenciário.

Lucas
Lucas Sarzi com informações do Sindarspen
Cascavel tem 27 policiais penais com coronavírus; sindicato pede rigidez
Foto: Divulgação.

30 de julho de 2020 - 18:12 - Atualizado em 30 de julho de 2020 - 20:41

Cascavel tem, nesta quinta-feira (30), 27 policiais penais contaminados pelo coronavírus. Isso alarmou a situação e fez com que o Sindicato dos Policiais Penais do Paraná (Sindarspen) voltasse a cobrar do governo do Paraná que seja realizada, com urgência, a testagem em massa e protocolos mais rígidos em unidades penais.

Em Cascavel, foram feitas solicitações à Secretaria Municipal de Saúde de Cascavel e à Coordenação Regional do Depen para a realização de testes nos servidores. Em resposta, na semana passada, 272 policiais penais foram testados. Destes, 27 confirmaram positivo para a covid-19.

Dos 27 confirmados, 20 são da Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), quatro da Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC) e as unidades Ceebeja, a monitoração eletrônica e a Cadeia Pública têm cada uma um caso.

Situação do coronavírus nas cadeias precisa de atenção pelo governo

Em todo o Paraná, segundo dados do Mapa de Monitoramento da Prevenção ao coronavírus nas unidades penais, são 143 policiais penais contaminados com o coronavírus no sistema penitenciário.

As unidades penais com o maior número de servidores com a doença são a Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) com 29, a Casa de Custódia de Maringá (CCM) também com 29, seguidas da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP1) com 24 e a Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão com 14. O monitoramento é feito diariamente com informações dos próprios servidores.

A recente testagem demonstrou, para o sindicato, que podem existir vários casos não notificados porque não foram testados, o que aumenta ainda mais o risco da disseminação da doença. “Muitos policiais penais (antigos agentes penitenciários) que apresentam sintomas, têm ido por conta própria fazer testes, outros que não fazem, pedem o afastamento”, disse Ricardo de Carvalho Miranda, presidente do Sindarspen.

Entre os mais de 200 que foram testados, haviam os assintomáticos. “Por isso, a testagem em todos os servidores é importante para que possam ser isolados e assim seja possível conter a disseminação do vírus nas unidades”, disse.

Sindicato pede rigidez para conter coronavírus nos presídios

Diante deste número de contaminados, o sindicato solicitou, mais uma vez, que a regional do Departamento Penitenciário (Depen) em Cascavel cumpra os protocolos sanitários necessários para conter a disseminação do coronavírus. O mesmo também deve ser seguido em todo o Paraná, pois a situação pode fugir do controle.

Uma das medidas pedidas pelo Sindarspen é sobre a suspensão de canteiros de trabalhos interno não essenciais. Segundo o sindicato, mesmo com determinação de portaria determinando a suspensão dos canteiros de trabalho internos não essenciais, algumas unidades mantiveram o funcionamento.

O que diz o Depen?

À reportagem do RIC Mais, o Depen informou, por nota, que testes rápidos para Covid-19 foram distribuídos em todas as regionais. “Entre presos e servidores do sistema prisional do Paraná, já foram feitos mais de 2,6 mil testes, entre rápidos e moleculares”, disse o Departamento.

Segundo o Depen, dos testes, em todo o Paraná, até esta quinta-feira 439 presos testaram positivo para a doença, sendo que 289 já estão recuperados. Parte deles estavam custodiados em duas cadeias públicas de Toledo (142 casos) e Marechal Cândido Rondon (103 casos) – todos já recuperados.

Entre os servidores, de penitenciárias e cadeias públicas, há 147 confirmações. Destes funcionários, destes, 91 já estão recuperados.

Para maior proteção de servidores e presos do Departamento Penitenciário do Paraná, “uma série de medidas tem sido tomadas dentro das unidades prisionais”, segundo o Depen. Entre elas: restrição de visitas, limpeza contínua de ambientes, higienização de viaturas e veículos de remoção. Os detentos também trabalham na produção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras e aventais, além de álcool em gel e produtos de limpeza.