Coronavírus

Estudo afirma que cães podem farejar coronavírus em saliva

De acordo com os pesquisadores, de 1012 amostras aleatórias, os cães alcançaram uma taxa média de detecção de 94%

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora com informações do R7
Estudo afirma que cães podem farejar coronavírus em saliva

29 de julho de 2020 - 09:57 - Atualizado em 29 de julho de 2020 - 09:57

Um estudo da Universidade de Medicina Veterinária de Hannover, na Alemanha, afirma que os cães podem farejar o coronavíruas pela saliva humana.

O experimento foi conduzido pela universidade com oito cães farejadores treinados para detectarem saliva ou secreções respiratórias de pacientes infectados pelo coronavírus.

De acordo com os pesquisadores, de 1012 amostras aleatórias, os cães alcançaram uma taxa média de detecção do coronavírus de 94%.

“Foram 157 indicações corretas de positivas, 792 rejeições corretas de negativas, 33 indicações incorretas de rejeições negativas ou incorretas de 30 apresentações positivas de amostras”, explicaram os pesquisadores

De acordo com os estudiosos, as infecções respiratórias produzidas pelo coronavírus podem causar “impressões de perfume específicas”, que podem facilmente ser detectadas pelo olfato dos cães.

“A área do cérebro canino dedicada à análise de odores é cerca de 40 vezes maior que a parte comparável dos seres humanos. De fato, estima-se que os cães cheiram de 1.000 a 10.000 vezes melhor do que as pessoas”.

De acordo com os autores, as descobertas podem auxiliar a desenvolver métodos de rastreamento do vírus mais confiáveis, além de ser usado como uma alternativa a testes de laboratório e para locais públicos com aglomeração.