Coronavírus

Sem envolvimento do Paraná, Anvisa recebe pedido de autorização para testes com vacina Sputnik V

Em agosto, o governo do Paraná assinou um protocolos de intenções para a realização de testes e desenvolvimento da vacina no estado, mas até hoje isso não foi feito

Reuters
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Sem envolvimento do Paraná, Anvisa recebe pedido de autorização para testes com vacina Sputnik V
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30 de dezembro de 2020 - 09:56 - Atualizado em 30 de dezembro de 2020 - 09:56

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Avisa) anunciou na noite de terça-feira (29) que recebeu o pedido de autorização para realização de testes em humanos em Fase 3 da vacina contra covid-19 russa Sputnik V no Brasil e que deverá responder em 72 horas, disse a agência reguladora em nota.

O pedido para os testes foi feito pelo laboratório União Química. A Sputnik V, do instituto russo Gamaleya, já está sendo aplicada na Rússia e em outros países, como a Argentina.

O pedido da União Química acontece cinco meses depois do governo do Paraná anunciar um acordo com a Rússia para realização de testes clínicos e possível desenvolvimento da vacina Sputinik V no Brasil.

A parceria entre o Governo do Paraná ainda não avançou do papel e não há previsão de quando isso vai acontecer. A programação inicial previa submeter o pedido à Anvisa para iniciar os testes em outubro, mas até hoje isso não foi feito.

Pelo acordo divulgado em agosto pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD), seria criado um grupo de trabalho para a Rússia compartilhar com o governo do Estado e com o governo federal os resultados das fases 1 e 2 dos estudos da vacina para que assim fosse possível pedir à Anvisa autorização para a realização de testes clínicos no Brasil. O passo seguinte seria negociar a transferência da tecnologia para a produção e distribuição da vacina. Nada aconteceu, por enquanto.

Vacinação no Brasil

Já estão sendo testadas no Brasil as candidatas a vacina desenvolvidas pela AstraZeneca com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, a CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac cujo estudo é liderado pelo Instituto Butantan e já com doses no Brasil, o imunizante da Pfizer com a alemã BioNTech e da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson.

O governo brasileiro tem acordo com a AstraZeneca para aquisição de doses e posterior produção local da vacina pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e esta vacina foi aprovada no Reino Unido.

O Ministério da Saúde também anunciou que incluirá a CoronaVac no Programa Nacional de Imunização quando ela for aprovada pela Anvisa. O Butantan, que já está envasando a vacina no Brasil e espera produzi-la integralmente em 2021, tem a expectativa de apresentar o grau de eficácia da vacina, que permitirá o pedido de registro aos órgãos regulatórios, no início de janeiro.

O governo também negocia a compra de doses da vacina da Pfizer, que já está sendo aplicada em vários países da Europa, além de Reino Unido e Estados Unidos, entre outros.

Sobre a Sputinik V, a Anvisa diz que “realizou uma série de reuniões com o laboratório nas últimas semanas para orientar e trocar informações sobre a formatação do pedido de estudo e conhecer a proposta de estudo”.

“As informações sobre número de voluntários e locais em que a vacina Sputnik V será testada estão nos documentos apresentados para a Anvisa e ainda serão analisadas pelos técnicos da agência.”

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