Saúde

CoronaVac tem funcionado contra Ômicron, diz presidente da Sinovac

O presidente ainda informou que está sendo desenvolvido um novo imunizante com base na variante

Reuters
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CoronaVac tem funcionado contra Ômicron, diz presidente da Sinovac
Homem recebe dose da CoronaVac em São Paulo

7 de dezembro de 2021 - 11:40 - Atualizado em 7 de dezembro de 2021 - 13:33

SÃO PAULO (Reuters) – A vacina contra Covid-19 CoronaVac tem se mostrado eficaz contra a nova variante Ômicron do coronavírus, disse nesta terça-feira (07) Weidong Yin, presidente do laboratório chinês Sinovac, responsável pelo desenvolvimento da vacina, acrescentando que o laboratório trabalha no desenvolvimento de um imunizante específico para a cepa.

As declarações do executivo da Sinovac foram dadas durante simpósio realizado no Instituto Butantan sobre a CoronaVac, vacina envasada no Brasil pelo instituto paulista e que deu a largada na campanha nacional de vacinação contra a Covid-19 no país em janeiro deste ano.

“Vimos o surgimento de variantes da Covid-19 e a Ômicron nos preocupa tanto. A vacina tem se provado eficaz contra essa variante e estamos desenvolvendo um novo imunizante com base na variante”,

disse o presidente da Sinovac, segundo nota divulgada pelo Butantan.

Após adquirir 100 milhões de doses da CoronaVac, o Ministério da Saúde não fez mais compras do imunizante para o Programa Nacional de Imunização (PNI) alegando que só adquirirá vacinas que tenham o registro definitivo junto à Anvisa. A CoronaVac tem, por ora, apenas autorização para uso emergencial e o Butantan ainda não pediu ao órgão regulador o registro definitivo para a vacina.

O instituto paulista também chegou a solicitar à agência autorização para uso da CoronaVac em crianças e adolescentes de três a 17 anos, mas o órgão regulador rejeitou a solicitação sob argumento de que dados necessários para a análise não foram entregues pelo instituto.

O Butantan tem insistido que a CoronaVac, que já está sendo aplicada em crianças no Chile, é eficaz e segura para crianças e adolescentes e realizou algumas reuniões com a Anvisa sobre o assunto. No entanto, o instituto ainda não entregou uma nova solicitação à agência para uso do imunizante nesta faixa etária.

(Reportagem de Eduardo Simões; Edição de Alexandre Caverni)