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Copa do Mundo faz mágica passageira na política

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

3 de julho de 2014 - 00:00 - Atualizado em 3 de julho de 2014 - 00:00

Especialistas divergem sobre impacto local da melhoria no humor com o governo federal causado pela Copa do Mundo

O Datafolha mostrou nesta quinta-feira (3) a magia que o bom humor faz com os números, principalmente quando há uma eleição a caminho. No meio de uma Copa do Mundo que seria apocalíptica e virou fascinante, o instituto aferiu que a avaliação que a população faz do governo não é assim tão ruim como parecia um mês atrás.

A previsão de caos nos transportes e protestos vigorosos deu lugar a um festival de jogos de bola sensacionais – com os estádios funcionando a contento.

Nesse clima, o levantamento mostrou que o número de eleitores que aprova a Copa subiu de 51% para 63%. No vácuo, a política: a intenção de voto na presidente Dilma subiu de 33% para 35% e o otimismo com a economia subiu de 42% para 48%.

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O governo federal tem bons ventos a favor e respira um pouco melhor. Mas os governos estaduais também surfam na mesma onda?

A resposta divide opinião de dois especialistas.
Para Murilo Hidalgo, presidente da Paraná Pesquisas, sim eles surfam, de maneira categórica. Já Emerson Cervi, cientista político e professor da UFPR, diz que não é bem assim.

“Melhorou para todo mundo”, crava Hidalgo. “Quem está no governo se beneficia, seja a Dilma, o Beto [Richa] ou o [Gustavo] Fruet.” Para ele, o fato de a presidente ter tido uma folga nas críticas na imprensa foi fundamental para o resultado mostrado pelo Datafolha.

Cervi, por sua vez, avalia que impacto regional é menor. “A Copa é mais ligada ao governo federal”, diz ele. “O relação com o estado ou a cidade é menor, e Curitiba teve uma avaliação anterior [durante as obras] muito negativa com a questão do estádio.”

Num ponto Hidalgo e Cervi concordam: a fase é passageira.

Depois da Copa volta-se ao normal. “O evento não tem a capacidade de mudar a percepção da população de maneira consistente”, diz Cervi. Ele lembra que não houve mudanças significativas de indicadores econômicos no último mês que justificasse a melhoria de humor. “Mas agora as pessoas estão mais felizes.”

Quanto tempo dura essa felicidade? “Se o Brasil ganhar a Copa, o bom humor dura mais uma semana”, diz Hidalgo. “Tenho certeza também de que se o Brasil perder, a avaliação do governo federal cai.”

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