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Conheça a história do boneco assombrado que inspirou os filmes de Chucky

É amplamente aceito dentro da comunidade paranormal que o brinquedo abriga uma entidade sombria que anseia por prejudicar qualquer humano que o desrespeite

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações do Daily Star e R7
Conheça a história do boneco assombrado que inspirou os filmes de Chucky
Foto: Twitter/Robertthedoll/Montagem/RICMais

2 de outubro de 2021 - 16:17 - Atualizado em 2 de outubro de 2021 - 18:22

Faça o que fizer, não desrespeite o boneco Robert. Pelo menos, esse é o conselho que você receberá de muitas pessoas que acreditam que a figura assustadora do marinheiro é capaz de causar dor e sofrimento indescritíveis para aqueles que estão do seu lado.

O boneco surrado, de mais de 100 anos, é a principal atração do Fort East Martello Museum, na Flórida, EUA, onde está trancado em uma caixa de vidro para proteção das pessoas.

Mas os visitantes não vão lá para admirar a costura e o trabalho manual de uma era esquecida – eles querem ver a “boneca mais perigosa do mundo” com seus olhos negros e redondos.

Robert, que inspirou o boneco Chucky nos filmes de terror, foi acusado de acidentes de carro, divórcios, ossos quebrados, ruína financeira e até mesmo a morte. Sua dona mais recente alegou que ela acordou uma noite para encontrá-lo de pé no final de sua cama segurando uma faca e rindo.

É amplamente aceito dentro da comunidade paranormal que o boneco de um metro de altura é assombrado, abrigando uma entidade sombria que anseia por prejudicar qualquer humano que o desrespeite, seja o insulto dito em voz alta ou não.

Aparentemente, no museu, a maneira mais rápida de irritar Robert é tirar uma foto dele sem permissão. Embora possa parecer estranho perguntar a um boneco que você nem consegue tocar, se ele se importa que você tire algumas fotos dele, as centenas de cartas de desculpas que ele recebe todos os anos sugerem que sua ameaça é levada a sério.

O boneco é mantido em uma caixa de vidro, de onde não pode sair. (Foto: Reprodução/YouTube Visit Florida)

Os administradores do museu cobriram a parede atrás de sua caixa com alguns deles, permitindo que os visitantes tenham uma visão do caos que as pessoas acreditam que ele causou ao longo dos anos. E, por precaução, orientam que todos se apresentem e peçam para tirar as fotos antes de fazerem os registros.

A história do boneco

Existem duas histórias principais sobre as origens de Robert. Uma é que ele foi comprado na Alemanha pelo avô de Robert Eugene Otto e dado ao menino de aniversário. A outra afirma que, em 1904, ele foi presenteado a Robert, como forma de vingança, por uma funcionária da família que havia sido muito maltratada pelos pais da criança. A mulher, originária das Bahamas, seria praticante de vudu e havia amaldiçoado o brinquedo antes de entregá-lo. Mas independentemente da origem do brinquedo, as duas lendas afirmam que ele é assombrado. 

Segundo contam, Robert amava seu boneco e o levava para todos os lugares. Ele era ouvido conversando com ele constantemente e até deu-lhe um de seus ternos de marinheiro para vestir.

Robert Eugene Otto vestido de marinheiro quando criança. (Foto: Wikimedia Commons)

Cori Convertito, que cuida do boneco no museu, explica que o menino passou a ter uma relação doentia com o brinquedo, mas o mais assustador foi quando ele começou a insistir em ser chamado de ‘Eugene’ porque o boneco havia adotado seu nome ‘Robert’.

Empregados e familiares também afirmaram, na época, que era possível ouvir duas vozes completamente diferentes durante as longas conversas entre a criança e o boneco

Daí para frente, a história foi piorando e até os pais da criança alegaram que costumavam socorrer o menino no meio da noite, em seu quarto, rodeado de móveis virados. Além disso, brinquedos mutilados passaram a ser encontrados por toda a casa, entre vários episódios estranhos. O pior deles parece ter sido a ocasião em que o pai e a mãe de Eugene encontraram o filho encolhido em seu quarto, enquanto o boneco parecia olhar para ele, com raiva. 

Algumas pessoas afirmam que uma das tias de Eugene pediu que os pais dessem um fim no boneco e que após eles concordarem e colocarem ele no sótão, a mulher foi encontrada morta.

Mesmo assim, a família nunca se desfez do boneco e após se casar e herdar o casarão onde viveu com os pais, Eugene passou a ouvir reclamações das crianças da vizinhança que afirmavam ver Robert encarando-as pelas janelas ou de diferentes locais da residência. A esposa de Eugene, chamada Anne, também garantiu que ouvia risadinhas estranhas e passos pela casa mesmo quando estava sozinha, e que Robert mudava suas expressões faciais.

Para Anne não havia dúvidas de que o boneco era assombrado, mas ela nunca conseguiu convencer o marido a jogá-lo fora. Inclusive, essa ligação entre o brinquedo e o homem era motivo constante de brigas entre o casal. Devido a fama de Robert, ela teve problemas para contratação de funcionários e precisou assumir a maior parte das tarefas domésticas.

Na década de 70, quando o Eugene e Anne morreram e mansão foi vendida, foi a vez de uma nova família ser aterrorizada pelo boneco Robert. A filha mais jovem dos novos moradores, uma menina de 10 anos, desenvolveu o mesmo tipo de apego com o brinquedo até ser dominada por ele. Até hoje, ela afirma que era constantemente torturada pelo brinquedo e diz ter passado os piores momentos de sua vida na presença dele. Além disso, assim como a família Otto, todos os moradoras da casa sempre contaram que passinhos e risadinhas podiam ser ouvidos constantemente pelos cômodos.

Mesmo assim, anos se passaram até que ele fosse doado ao museu. Onde, inclusive, coisas estranham continuam a acontecer. Funcionários relatam que às vezes ouvem algo bater no vidro em que Robert está preso e até mesmo que ele se mexe quando ninguém está olhando.