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Completando 37 anos, Refúgio Bela Vista é presenteado com novos filhotes

No dia 17 de maio, Menina, uma Bugiu, precisou passar por uma cirurgia de urgência para dar à luz ao pequeno Tony

Aline
Aline Cristina / Repórter com assessoria
Completando 37 anos, Refúgio Bela Vista é presenteado com novos filhotes
(foto assessoria)

26 de junho de 2021 - 10:03 - Atualizado em 26 de junho de 2021 - 11:32

O Refúgio Biológico Bela Vista comemora 37 anos, no domingo (27), com bons resultados nos programas de reprodução dos animais silvestres. 

No último dia 17, nasceu um cervo-do-pantanal, depois de 8 anos sem reprodução dessa espécie. Batizado de Charles, o cervo é o 18º nascido no RBV.

Dentre os nascimentos, um deles em especial necessitou da intervenção humana para que tudo ocorresse bem. Menina, uma Bugiu de seis anos precisou passar por uma cesárea de emergência para dar à luz, ao pequeno Tony. O procedimento durou aproximadamente duas horas e aconteceu no dia 17 de maio, mas só agora foi divulgado pelo refúgio.

Tony nasceu no dia 17 de maio, com 255 gramas e, em suas primeiras horas de vida, tinha uma má formação na cabeça. 

“Ele ficou muito tempo preso ao canal e a cabecinha ficou deformada. Achamos que ele teria algum problema”, conta. Algumas horas depois, o rosto do animal foi tomando a forma correta e, hoje, ele está bem saudável e não desgruda da mãe.  

Aline Luiza Konell – médica- veterinária

Tony a primeira reprodução bem-sucedida de bugio no Refúgio Biológico Bela Vista. Agora, o RBV conta com um plantel de seis animais da espécie. 

Menina tem seis anos e chegou ao RBV vinda do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), de Tijucas do Sul (PR). Ela foi resgatada pela Polícia Ambiental, proveniente do tráfico de animais silvestres. Passou a vida junto com humanos e, por isso, hoje em dia é tão dócil, o que facilitou, de certa forma, o trabalho dos médicos-veterinários durante o parto.  

A tendência é que Tony fique grudado em Menina pelos próximos quatro meses, quando deve largar o colo da mãe e fazer suas primeiras aventuras. Nesse período, o pai, Ruivão, um bugio de aproximadamente seis anos, que chegou do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), fica afastado da família. Mas, depois, ele volta a conviver com mãe e filho, o que é importante para a socialização do filhote.

Veja mais imagens do Refúgio e seus habitantes (inclui imagens de antes da pandemia):

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