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Como proceder em caso de vazamento de dados pessoais

Vazamento de dados que expôs informações pessoais de milhões de brasileiros acende o sinal de alerta sobre a eficácia no cumprimento da LGPD

Nina
Nina Machado / Comando News
Como proceder em caso de vazamento de dados pessoais

29 de janeiro de 2021 - 16:35 - Atualizado em 29 de janeiro de 2021 - 16:35

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi criada recentemente para proteger contra vazamentos e dar autonomia às pessoas sobre seus dados pessoais. A LGPD exige que as empresas sigam uma série de regras que torna o tráfego e compartilhamento de dados mais seguros. Com ela pretende-se que que vazamentos de dados sejam evitados a qualquer custo pelas empresas, sob pena de pesadas sanções já previstas na lei

“Toda vez que baixamos algum aplicativo, colocamos CPF na nota fiscal ou fazemos um pagamento com cartão nossos dados podem estar sendo coletados e sendo armazenados em banco de dados. Esses dados são coletados por um motivo, porém, podem estar sendo utilizados por outras coisas e isso pode ser um grande problema para nós” revela Mikie Magnere, especialista em Redes Sociais.

Mas quais dados são protegidos pela LGPD? 

Dados que podem identificar um cidadão como nome, documentos pessoais, endereço, telefone, IP e e-mail. Outros dados como os biométricos, genéticos, políticos, religiosos e referentes à origem e orientação sexual também entram nesse pacote.  

Qualquer negócio em que há coleta de dados desses tipos deve operar em conformidade com a LGPD. Mesmo tendo entrado em vigor a pouco tempo, a nova lei já tem muitas ações judiciais tramitando por violação. A condenação pelo descumprimento da lei pode resultar em prejuízo, pois uma das punições é o pagamento de indenização. 

Assim, as empresas devem estar atentas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para respeitar os direitos e evitar transtornos para os clientes e evitar sanções pesadas previstas pela lei. 

Como evitar o vazamento de dados pessoais 

Na semana passada,um vazamento de dados pessoais expôs informações de 220 milhões de brasileiros, segundo o dfndr lab, laboratório de pesquisa de segurança da PSafe. De acordo com a empresa, foram expostos nomes completos, datas de nascimento, CPF, além de dados de 104 milhões de veículos e de 40 milhões de empresas. Esses dados seriam mais que suficientes para um golpista tentar obter um cartão de crédito, empréstimos, realizar aberturas de empresas, entre outros delitos.

A pessoa que descobre que seus dados foram vazados é preciso fazer um boletim de ocorrência eletrônico, porque desta clonagem pode surgir uma empresa, um financiamento, entre outras situações, decorrentes dos dados pessoais obtidos indevidamente.  

Sobre Mikie Magnere

especialista em redes sociais
Mikie Magnere, especialista em redes sociais

Mikie Magnere é mãe, empreendedora, especialista em redes sociais e mestre em educação. Atua com grandes e pequenas empresas e sua realização pessoal é ver que, com pequenos ajustes, os pequenos empreendedores podem fazer publicidade online e se destacar tanto quanto os grandes nas redes sociais.  

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