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Começa júri popular do acusado por morte de adolescentes em show no Jockey

Redação RIC Mais
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30 de maio de 2017 - 00:00 - Atualizado em 30 de maio de 2017 - 00:00

O atraso na abertura dos portões do Jockey Club e do começo do show fez com que a multidão empurrasse as grades e pisoteasse quem já estava dentro do evento (Foto: Arquivo/ Governo do Estado do Paraná)

O Ministério Público do Paraná alega que o empresário vendeu mais ingressos que a capacidade do local; três adolescentes morreram pisoteados pela multidão

*Com informações da repórter Helen Anacleto, da RICTV Curitiba

O júri popular de Athayde de Oliveira Neto, organizador do festival Unidos Pela Paz, começou na manhã desta terça-feira (30), na 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri (TJ-PR), no Centro Cívico de Curitiba. No evento, que aconteceu em 2003, três adolescentes morrerram pisoteados em uma confusão durante um show de rock no Jockey Club da capital.

Athayde Neto é acusado de homicídio com dolo eventual com motivação torpe. Segundo as alegações do Ministério Público do Paraná (MP-PR), o empresário vendeu mais ingressos que a capacidade do local, visando o lucro. Além disso, o evento aconteceu sem o alvará dos Bombeiros e da Prefeitura de Curitiba e desrespeitou diversas normas de segurança.

De acordo com a denúncia, o atraso na abertura dos portões e do começo do show fez com que a multidão empurrasse as grades de proteção para entrar no Jockey Club. Na confusão, morreram Jonathan dos Santos, 15 anos, Larissa Seletti, 15 e Marina Souza, 14.

Espera por justiça

O caso completa 14 anos nesta quarta-feira (31); tempo que, para a família de Jhonatan, não abalou a busca por justiça. Familiares e amigos dos jovens mortos no show se reuniram no Tribunal do Júri na manhã desta terça. Edna, mãe de Mariá, não consegue esquecer o horror de ter visto a filha em seus últimos minutos de vida.

Defesa

O advogado Cláudio Dalledone Junior nega as acusações e diz que Athayde é acusado por um crime cometido por outras pessoas. Ele disse, também, que serão ouvidos como testemunhas (em uma sala privada, não diante dos jurados) o deputado estadual Alexandre Cury (PSB) e o suplente de senador Luis Mussi. 

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