Coronavírus

Família de circo conta com doações para enfrentar pandemia

Lucas
Lucas Sarzi
Família de circo conta com doações para enfrentar pandemia
Foto: Lucas Sarzi.

22 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:42

O circo existe na história da humanidade há pelo menos mil anos. Do palhaço ao corajoso globo da morte, todos nós guardamos alguma lembrança afetiva. Mas a pandemia do novo coronavírus trouxe aos artistas circenses a incerteza e as dificuldades financeiras.

Em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), uma família que tem dois circos, o Rhomany e o Kazini, tem vivido algo que nunca imaginou em sua história de mais de 80 anos, mas não perde o amor pela profissão que escolheu para viver.

“Nós começamos há mais ou menos 70 ou 80 anos, com a minha mãe, na época do circo teatro, que tiravam as peças com as mãos ainda, não tinha o progresso de hoje em dia. Você não vê nada igual em lugar nenhum, a não ser embaixo da lona de um circo”, disse Walter Salgueiro, responsável pelo circo Rhomany.

Assim como a maioria dos circos, em que as famílias passam a tradição e paixão pela arte de geração em geração, com Walter não foi diferente. Veio de seus pais, passou aos seus filhos e hoje está em seus netos.

Em todo o período de existência dos circos, a família nunca enfrentou uma situação tão difícil. Há mais de 60 dias, estão parados, isolados e com tudo desmontado, à espera do retorno.

“A gente que vive de bilheteria e vê tudo fechado é horrível. Não é só um lugar, é em todos os lugares”, disse Walter Salgueiro Filho, responsável pelo circo Kazini.

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Circo está parado, com tudo desmontado, há mais de dois meses. Foto: Lucas Sarzi.

Pandemia vai ser como uma tempestade, mas vai passar

União para quem vive no circo é palavra-chave, afinal de contas estão sempre juntos. Nesse momento de pandemia, estão usando esse tempo unidos para pensar no futuro e saber o que vai ser do circo quando isso tudo passar.

“O circo enfrenta muitas dificuldades. O maior inimigo do circo é o temporal, que vem e derruba a lona. Imagino que essa pandemia seja como o temporal, que vem, derruba o circo e no final a gente acaba se reerguendo e dando continuidade à nossa arte, à nossa cultura circense”, disse Luana Rhomany, que trabalha como palhaça e bambolê.

Vivendo no momento a partir da ajuda das pessoas, com doações, o segredo da esperança da família está no olhar das maiores inspirações para os circenses hoje em dia: as crianças. E o pequeno Bryan, que nos palcos é o palhaço Pituto e fez questão de ser maquiado para dar entrevista, está sentindo muito a falta de tirar sorrisos das pessoas.

Sentindo falta de subir no picadeiro, dar muita risada e fazer as pessoas sorrirem“, disse o menino, que tem apenas 6 anos.

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Pequeno palhaço está sentindo a falta do público. Foto: Lucas Sarzi.

Como ajudar a família circense e outros artistas independentes

Ajudar a família circense significa ajudar também outros artistas independentes. Isso porque eles estão unidos ao grupo de artistas que tem arrecadado doações em Curitiba. O pouco que fazemos hoje, certamente vai refletir em nossos sorrisos na plateia quando isso tudo passar.

Para ajudar a família do circo existem duas formas: direto no ponto de arrecadação dos artistas na Praça Rui Barbosa, onde podem ser levadas as doações de cestas básicas e itens de higiene, ou pelo telefone. O contato da família é o (41) 99597-9316, com Ingrid.

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