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Cinegrafista da RIC Record TV é agredido por manifestante em frente à sede da PF

O agressor foi contido por policiais e acabou hostilizado pelos demais manifestantes pró-Bolsonaro que o acusaram de ser um infiltrado petista

Caroline
Caroline Berticelli / Editora
Cinegrafista da RIC Record TV é agredido por manifestante em frente à sede da PF
A agressão ao cinegrafista foi registrada. (FOTO: EDUARDO MATYSIAK)

2 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 27 de abril de 2021 - 16:18

O cinegrafista Robson Silva, da RIC Record TV, foi agredido por um manifestante em frente à sede da Polícia Federal de Curitiba, neste sábado (2). (Assista abaixo)

Aos gritos, o suposto militante pró-bolsonaro se aproximou do jornalista e chegou a ameaçá-lo com a haste de uma bandeira do Brasil que empunhava para, na sequência, tentar derrubar a câmera do profissional e ainda empurrar Robson

“Acho que ele achou que estava ao vivo, mas não estava sabe. Aí ele veio pra cima pra derrubar a câmera, tentou empurrar a câmera, eu segurei, daí a polícia chegou e tirou ele, porque não tinha cordão de isolamento”, contou o cinegrafista agredido. 

O agressor foi contido por policiais e acabou hostilizado pelos demais manifestantes pró-Bolsonaro que o acusaram de ser um infiltrado petista.

Veja o vídeo da agressão ao cinegrafista:

(Imagens: Bruno Moura/Band Paraná)

Em nota, o Grupo RIC, detentor da RIC Record TV, repudiou a ação do manifestante e declarou que “Atos como este são fruto da intolerância e desconhecimento do real papel da imprensa”.

Clima tenso na PF

Inúmeros manifestantes se aglomeraram em frente à sede da PF para aguardar a chegada do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. Os militantes de grupos contrários – um que apoia o presidente Jair Bolsonaro e outro a favor de Moro – chegaram a causar um início de tumulto, mas a Polícia Militar controlou a situação.

Moro foi até a PF para depor sobre as acusações feitas ao presidente Jair Bolsonaro, entre elas, a de interferência política na Polícia Federal e a tentativa de obter informações sobre investigações que estão em curso. O inquérito foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e caso seja comprovado que o ex-ministro não falou a verdade, ele poderá responder criminalmente pelo ato.

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