Notícias

Cineasta curitibano é deportado dos EUA após ser algemado em avião

Mesmo com todos os documentos regularizados e com a passagem de volta comprada, ele foi detido, hostilizado e humilhado em solo americano

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações de Juliana Braga, da RIC Record TV Curitiba
Cineasta curitibano é deportado dos EUA após ser algemado em avião
Foto: Reprodução/Grupo RIC

25 de junho de 2021 - 20:19 - Atualizado em 25 de junho de 2021 - 20:27

O cineasta curitibano Thiago Busse, de 38 anos, foi algemado e retirado de um avião no Aeroporto Internacional de Los Angeles, EUA, quando tentava visitar uma irmã que vive no país. Segundo seu relato, ele ficou incomunicável e após três dias acabou deportado sem nenhuma explicação

Não foi por falta de regularidade na documentação que Thiago sofreu os abusos em solo americano. Ele levou o passaporte com visto, teste de PCR negativo para Covid-19, passagem comprada para a volta ao Brasil e cumpriu a quarentena exigida no México. Conforme o cineasta, estava tudo certo para rever os familiares, mas ele não chegou a sair do aeroporto e logo que foi detido teve o celular e os documentos confiscados

“Eu posso dizer com certeza que foram os piores dias da minha vida. Minha família desesperada aqui e eu desesperado lá, sem saber da minha situação e do meu paradeiro. A primeira coisa que impactou foram pessoas dormindo no chão, eram muitas pessoas desamparadas sem qualquer tipo de assistência, e também a postura dos policiais, dos oficiais americanos, porque eles não eram apenas frios ou não demonstravam empatia. Eles faziam questão de serem agressivos e de hostilizar”,

contou ele à RIC Record TV. 

Thiago explicou que foi algemado na frente de todos os passageiros e nem ao menos foi informado da motivação. Após os dias de terror, foi obrigada a assinar o documento de deportação para finalmente chegar ao Brasil na última terça-feira (22).

Agora, o irmão gêmeo do cineasta, o advogado Diogo Busse, irá buscar na Justiça uma retratação pela forma que as autoridades americanas trataram o ocorrido. “Não aceito que isso seja algo normal, você está indo viajar para um outro país, visitar a sua família e ser encarcerado literalmente, passar por violência, por tortura psicológica, fome e ser algemado na frente de todo mundo sem qualquer justificativa ou explicação”, pontuou Diogo. 

O que diz o Itamaraty

Em nota, o Itamaraty informou que está ciente do caso e que determinou que seus  consulados em Miami e em Los Angeles apurem o ocorrido junto às autoridades locais e averiguem o motivo da inadmissão.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda ressaltou que quando ocorrem inadmissões, o papel das repartições consulares brasileiras no exterior é “zelar para que os brasileiros recebam tratamento justo e digno”.

Veja na íntegra:

“O Itamaraty está ciente do caso e determinou que seus consulados em Miami e em Los Angeles apurem o ocorrido junto às autoridades locais e averiguem o motivo da inadmissão.

A inadmissão ocorre quando, na avaliação das autoridades locais e obedecendo aos critérios e normas estabelecidos pelo país em questão, o viajante não reúne as condições para o ingresso naquele país. O papel das repartições consulares brasileiras no exterior, no que se refere às inadmissões, é zelar para que os brasileiros recebam tratamento justo e digno, ainda que a inadmissão em si seja prerrogativa soberana do governo estrangeiro.”

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.