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Chefe da campanha de Trump especulou que Ucrânia teria vazado e-mails democratas

Redação RIC Mais
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3 de novembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 3 de novembro de 2019 - 00:00

Documentos divulgados neste sábado, 2, sobre o inquérito do procurador especial Robert Mueller a respeito da interferência russa nas eleições presidenciais americanas de 2016 indicam que o chefe da campanha do presidente Donald Trump, Paul Manafort, deu impulso à ideia de que a Ucrânia e não a Rússia estava por trás da invasão de servidores do comitê nacional do Partido Democrata.

As notas de uma entrevista do FBI foram trazidas a público ontem após processos judiciais abertos pelo site BuzzFeed News e pelo canal de notícias CNN. Os documentos incluem os principais pontos de depoimentos que Mueller colheu durante sua investigação, concluída em março, o que inclui o material colhido com o advogado de Trump, Michael Cohen. O relatório final de Mueller indicou que as provas para estabelecer uma conspiração entre a Rússia e a campanha republicana eram insuficientes.

O depoimento que revelou a teoria de Manafort foi dado pelo vice-presidente da campanha republicana de 2016, Rick Gates. Ele afirmou que seu chefe especulou sobre a responsabilidade da Ucrânia na invasão dos computadores ao mesmo tempo em que Trump tentava capitalizar os vazamentos de e-mails dos democratas.

As informações relacionadas à Ucrânia vêm ganhando atenção renovada com o pedido de impeachment de Trump, que tem como base os esforços do presidente e da administração dele para pressionar a Ucrânia a investigar o democrata Joe Biden, que concorre nas primárias pela indicação para a candidatura à presidência dos Estados Unidos em 2020.

Ao falar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, em julho, Donald Trump perguntou sobre os servidores do partido democrata na mesma ligação telefônica em que deu estímulos a uma investigação sobre Biden no país europeu.