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Celso de Mello diz que não pediu apreensão de celular de Bolsonaro

Lucas
Lucas Sarzi Reportagem da Reuters
Celso de Mello diz que não pediu apreensão de celular de Bolsonaro
Foto: Reuters/Ueslei Marcelino.

23 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 23 de maio de 2020 - 00:00

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou, na noite desta sexta-feira (22), de que não determinou a busca e apreensão do telefone celular do presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura as acusações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro sobre tentativa de interferência no comando da Polícia Federal, segundo nota do gabinete do magistrado.

Celso disse, em nota, que limitou-se a meramente encaminhar uma notícia de delito – chamado tecnicamente de notícia-crime – feita por 3 partidos políticos ao procurador-geral da República, Augusto Aras. Segundo ele, a medida tem amparo no Código de Processo Penal.

“Vê-se, portanto, que o Ministro Celso de Mello nada deliberou a respeito nem sequer proferiu qualquer decisão ordenando a pretendida busca e apreensão dos celulares das pessoas acima mencionadas, restringindo-se, unicamente, a cumprir os ritos da legislação processual penal. Nada mais além disso”, disse a nota.

O despacho do ministro do Supremo gerou forte reação entre aliados do presidente. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, classificou o pedido de apreensão do celular de Bolsonaro como “inconcebível” e que a decisão sobre a solicitação pode ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional.

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