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Caso Rosaira: Passeata cobra justiça depois de quase 1 ano do assassinato

Redação RIC Mais
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8 de dezembro de 2017 - 00:00 - Atualizado em 8 de dezembro de 2017 - 00:00

Rosaira chegou a ser internada, mas morreu nove dias depois. (Foto: Giulianne Kuiava)

Rosaira foi morta durante uma festa de confraternização; uma policial civil atirou contra o local porque estava incomodada com a música alta

*Com informações de Giulianne Kuiava

Familiares de Rosaira Miranda da Silva organizaram nesta sexta-feira (8) uma passeata para cobrar justiça pelo assassinato da mulher. A copeira de 45 anos foi atingida por um tiro na cabeça quando participava de uma confraternização com os colegas de trabalho no dia 23 de dezembro de 2016, no bairro Centro Cívico, em Curitiba. Ela chegou a ser internada, mas não resistiu e morreu no dia 1º de janeiro de 2017.

Polêmica

O tiro foi disparado por Kátya Belo, policial civil que atuava no Núcleo de Proteção à Criança e Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA), e morava em frente a lanchonete onde ocorria a confraternização. Ela confessou ter disparado porque estava irritada com o som alto na festa. Enquanto testemunhas alegam ter ouvido pelo menos quatro disparos, a investigadora disse ter atirado apenas uma vez.

Antes de realizar os disparos, Kátya foi junto com o namorado até o local e solicitou que o som fosse abaixado. Ambos se identificaram como policiais para coagir as pessoas que estavam lá. 

O estojo da arma que a investigadora usou para atirar da janela contra o local foi achado pela polícia. Mas o projétil não foi encontrado porque o tiro atravessou a cabeça de Rosaira.

Em liberdade

A investigadora responde o processo em liberdade e durante as investigações foi afastada das funções e transferida para fazer serviços administrativos.

Decisão Judicial

A decisão judicial saiu em julho de 2017. O juiz Daniel Avelar entendeu que a policial assumiu o risco de matar uma pessoa quando atirou contra o local da festa e, por isso, ela poderá ir a Júri Popular por dolo eventual. Kátya será julgada por homicídio simples, já que o juiz não aceitou as circunstâncias qualificadoras apresentadas na denúncia do Ministério Público. Se for condenada, a pena pode ser de seis a 20 anos de detenção.

Depoimento

Em depoimento a investigadora da Polícia Civil disse que não chamou a Polícia Militar para reclamar do som alto porque ela também é policial. Ainda contou que antes de atirar, chegou a jogar bombinhas no local da festa e que o objetivo era dar um tiro para despertar as pessoas.

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