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Caso Renata Muggiati: Justiça determina a prisão de Raphael Suss

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

26 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 26 de fevereiro de 2019 - 00:00

O ex-namorado Raphael Suss Marques responde em liberdade e as autoridades pedem a condenação por homicídio qualificado, lesão corporal e fraude processual.

A notificação exige que o acusado deve ser apresentado, imediatamente, à autoridade judicial.

A Juíza do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Curtiba, Taís de Paula Scheer, expediu na tarde desta terça-feira, 26, Mandando de Prisão determinando a prisão do médico Raphael Suss Marques, acusado de matar a ex-namorada fisiculturista Renata Muggiati em setembro de 2015. A notificação, que exige que o acusado deve ser apresentado, imediatamente, à autoridade judicial, refere-se ao descumprimento de medidas cautelares, como ter dado justificativa inverídica referente o seu não comparecimento à audiência de custódia referente ao caso em que é réu, e, também, a não frequentar bares e estabelecimentos do gênero.

Faltou audiência para ir ao torneio de pôquer

RAPHAEL É ACUSADO DE MATAR A NAMORADA RENATA MUGGIATI. (FOTO: REPRODUÇÃO/MP-PR)

No dia 6 fevereiro, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu a prisão preventiva de Raphael porque o acusado participou de um torneio de pôquer em Curitiba no dia 23 de janeiro, uma fotografia da ocasião, inclusive, comprova sua presença no local.  O que vai contra o impedimento de frequentar bares e estabelecimentos similares. Para agravar a situação, no mesmo dia, ele deixou de comparecer a uma audiência e instrução e julgamento sobre a morte da fisiculturista, ,o Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob a justificativa de uma alegação falsa, conforme o MP-PR.

Justiça ouviu testemunhas do caso Renata Muggiati

A justiça ouviu em abril de 2108, 19 testemunhas no caso envolvendo a fisiculturista Renata Muggiati. Entre as testemunhas, estiveram peritos, o ex-namorado dela acusado da morte, Raphael Suss Marques, e os pais de Renata.

No entanto, o principal depoimento da tarde foi o da delegada Aline Manzatto, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A delegada investiga o segundo laudo expedido sobre a morte da vítima. O documento, assinado pelo médico legista Daniel Colman, comprova que a morte se tratava de um suicídio e que a fisiculturista havia perdido a vida por conta da queda do trigésimo primeiro andar do prédio em que vivia.

O médico é acusado de homicídio triplamente qualificado 

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa apurou se houve irregularidades no primeiro laudo expedido pelo IML sobre a morte de Renata. O exame informava que a modelo morreu porque se jogou do 31º andar do prédio em que vivia com Raphael. Mas pouco depois, o exame de necropsia assinado por outros quatro médicos legistas apontou que Renata já estava morta quando caiu do apartamento.

O Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública também apuram a diferença entre os dois laudos. Depois de ser preso duas vezes, Raphael responde ao processo monitorado por tornozeleira eletrônica desde agosto de 2017. O médico é acusado de homicídio triplamente qualificado pela morte da namorada Renata Muggiati, de 32 anos, em setembro de 2015.

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