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Caso Magó: suspeito de assassinar bailarina participa da reconstituição

Maria Glória Poltronieri Borges foi estuprada e morta em uma chácara em Mandaqui, no noroeste do Paraná

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações de Fábio Guillen e Evandro Mandadori da RIC Record TV, Maringá
Caso Magó: suspeito de assassinar bailarina participa da reconstituição
Foto: Evandro Mandadori/RIC Record TV

6 de março de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 16:11

Flávio Campana, de 40 anos, suspeito de estuprar e assassinar a bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, de 25 anos, participa na manhã desta sexta-feira (6) da reconstituição do crime em Mandaguari, no noroeste do Paraná. (Veja galeria de fotos abaixo)

Além dele, também estão na chácara testemunhas que estavam no local na tarde em que a jovem foi morta, dois representantes do Ministério Público do Paraná (MP) e os delegados Zoroastro Neri do Prado, de Mandaguari, e Diego Elias de Almeida, da Divisão de Homicídios de Maringá. 

De acordo com o delegado Zoroastro, a reconstituição irá ajudar a polícia a entender a dinâmica do crime para poder concluir o inquérito policial. “São algumas dúvidas simples, ele explicar aonde que ele esteve, aonde que ele se encontrou com a vítima”, pontua. 

Veja a entrevista com o delegado:

 

Mágó foi encontrada morta, no dia 26 de janeiro, em uma área de mata a cerca de 10 metros de uma trilha nas proximidades da cachoeira que fica na chácara. Ela estava com a própria calcinha enrolada no pescoço e apresentava sinais de violência sexual.

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) comprou que a jovem foi abusada sexualmente e morta por por asfixia, causada por estrangulamento com a peça íntima, que foi usada como uma espécie de torniquete. O horário de falecimento ficou estabelecido entre às 5h e 6h da manhã de domingo. Ela também estava com vários ferimentos pelo corpo o que aponta que lutou contra o agressor.

Flávio Campana

Flávio Campana foi preso 33 dias após o crime, no dia 28 de fevereiro, em Apucarana, na mesma região do Estado, depois que exames comprovaram que o material genético encontrado no corpo de Magó coincide com seu DNA

Ele foi tratado como um dos principais suspeitos desde o início das investigações, quando apareceu junto com um amigo em fotografias fornecidas por socorristas que estavam na cachoeira no dia crime

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Magó foi estuprada e morta em janeiro deste ano. (Foto: Reprodução/Instagram)

No início de fevereiro, ambos prestaram depoimento e tiveram seus materiais genéticos coletados para comparação com o sêmen encontrado na vítima. Além disso, o amigo de Flávio contou que ambos foram juntos para a cachoeira, mas que em determinado momento, o suspeito falou para ele ir embora sozinho.

“Ficou no sábado sozinho, era umas 5h30, 6h, daí ele ficou e eu arrumei uma corona. Aí, depois eu cheguei a encontrar ele e a gente deu uma volta junto e ele falou ‘Não foi você matou a mina lá não? Eu falei ‘tá loco’, fiquei até bravo com ele”, explica Wagner Luciano Clementino.

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O suspeito de assassinar a bailarina Magó apresentava várias lesões pelo corpo. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Na ocasião da prisão, o delegado Zoroastro ressaltou que no dia em que prestou depoimento, Flávio apresentava várias pelo corpo, que eram indícios de luta corporal, inclusive, uma delas se assemelhava a uma mordida.

“Durante o depoimento dele a gente percebeu essas lesões. Ele falou que eram em decorrência do trabalho dele, mas são lesões que nos chamaram a atenção porque eram compatíveis com unha, com a defesa em forma linear”’, disse o policial. 

Um vídeo no qual ele aparece, por volta das 18h, do dia 25 de janeiro, deixando a cachoeira com o pneu de sua motocicleta furado também foi anexado ao inquérito e usado como prova. 

Suspeito nega estupro

Após ser preso, mesmo diante das provas, Flávio negou que estuprou a bailarina e declarou que fez sexo consentido com ela. O que não é plausível para os delegados responsáveis pela investigação. 

Outro ponto que contraria a versão do suspeito é o fato de ele já ter sido condenado por estupro em 1998 no município de Rio Bom, também no noroeste do Paraná. À época, ele também declarou que a vítima consentiu a relação sexual. 

Ainda conforme a polícia, o suspeito possui várias passagens na polícia por agressão as mulheres

Galeria de fotos: