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Caso Layane: assassino confesso participa de reconstituição do crime

Mãe da vítima acompanhou a reconstituição e estava bastante abalada

Caroline
Caroline Berticelli / Editora reportagem RIC Record TV, Curitiba
Caso Layane: assassino confesso participa de reconstituição do crime
Miguel Ângelo durante reconstituição do caso (FOTO: NADER KHALIL/ RIC RECORD TV)

12 de fevereiro de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:51

Miguel Ângelo Duarte, de 24 anos, assassino confesso de Layane Czervinski, de 19 anos, participa na tarde desta quarta-feira (12) da reconstituição do crime em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Acompanhado de policiais militares e civis, o réu confesso utilizou uma touca durante a operação de hoje. A mãe da vítima também esteve no local.

A encenação de como Layane foi morta é a resposta a um pedido feito pela própria defesa de Miguel, que insiste em afirmar que o réu cometeu o assassinato sozinho. Segundo o advogado José Valdecir, seu cliente está mentindo quando nega a existência de um segundo envolvido, principalmente, porque as evidência não condizem com sua versão. 

“Ele não está falando tudo que de fato aconteceu. Não é falta de eu ter perguntado a ele em todas as oportunidades. Ele se nega a falar e mantém que ele foi o único autor dos fatos”, diz o defensor. 

Um exemplo das contradições é o fato da vítima ter sido encontrada completamente nua, enquanto Miguel insiste em declarar que apenas calças da jovem caíram quando ele carregada ela nas costas.

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(FOTO: NADER KHALIL/ RIC RECORD TV)

Testemunha revela 2º envolvido em tentativa de estupro contra Layane

Uma testemunha, que não pode ser identificada, contou à polícia que ouviu do próprio Miguel que outro homem ajudou no crime. Além disso, o suspeito teria confessado que desde o princípio sua intenção era manter relações sexuais com Layane, mas diante da negativa da jovem, os dois arrastaram ela a força até mata onde o corpo foi encontrado. 

Lá, enquanto Miguel aplicou o golpe mata-leão que deixou a jovem desacordada, o comparsa teria arrancado as roupas da vítima, com o objetivo de juntos abusarem sexualmente dela. No entanto, nenhum deles conseguiu “consumar o ato sexual com penetração, pois não conseguiram ter ereção”, devido ao uso dos entorpecentes. 

Ainda conforme o depoimento, após a frustração, o outro envolvido saiu para buscar gasolina, enquanto Miguel ficou no local preparando uma fogueira para atear fogo no corpo. Mas com a demora do cúmplice para retornar, ele colocou Layane sozinho na fogueira, esperou mais um pouco e foi embora. 

Caso venha a responder sozinho pela morte de Layane, Miguel pode ser indiciado por homicídio qualificado com os agravantes de motivo fútil ou torpe, impossibilidade de defesa da vítima, ocultação de cadáver, fraude processual e tentativa de estupro.

O crime

A jovem não foi mais vista desde a noite de sábado (18) e seu corpo foi localizado no início da manhã de segunda-feira (20). em uma área de mata no bairro Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba.

Segundo a Polícia Militar, quando foi encontrada, Layane vestia apenas um sutiã, apresentava várias queimaduras, principalmente na barriga e nos braços e tinha a vários ferimentos na cabeça. “As roupas estavam longe do corpo, tinha um óculos de grau de cor rosa, uma corrente também e o corpo estava seminu, a uma distância de mais ou menos uns 10 metros do local onde estavam essas roupas”, contou o tenente Reginaldo Cason, da Polícia Militar.

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FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK LAYANE CZERVINSKI

A Polícia Civil chegou até Miguel depois que teve acesso a mensagens trocadas por ele e a vítima em uma rede social. Na conversa, os dois marcavam de se encontrar, entre o fim da noite de sábado e início da madrugada de domingo (19), nas proximidades da área de mata onde o corpo foi localizado.

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