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Caso Layane: inquérito aponta possível participação de segundo suspeito

Documento apresenta que réu confesso mentiu nos depoimentos e apura a participação de outro suspeito

Guilherme
Guilherme Becker / Editor
Caso Layane: inquérito aponta possível participação de segundo suspeito
(FOTO: REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

20 de fevereiro de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:55

A Delegacia da Mulher e do Adolescente de São José dos Pinhais, localizada na Região Metropolitana de Curitiba, concluiu nesta quinta-feira (20) o inquérito do caso da morte da jovem Layane Aparecida da Silva. O réu confesso, Miguel Ângelo Duarte, foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. Além disso, foi pedido a conversão da prisão temporária para preventiva.

No documento, a delegada Lucy Atena de Aquino Santiago aponta que segue sendo apurada a possível participação de outro suspeito no crime. De acordo com a investigação, Miguel Ângelo mente ao dizer que colabora com a Justiça. Mesmo com a conclusão, não é possível confirmar que o réu está tentando encobrir a participação de terceiros.

Réu é indiciado por homicídio qualificado

Segundo a investigação, durante o processo, desde a localização do corpo de Layane na manhã do dia 20 de janeiro, em uma área de mata no bairro Aviação em São José dos Pinhais, foram ouvidas mais de 20 pessoas. As testemunhas são pessoas próximas a vítima, outras que conheciam o local do crime e familiares tanto de Layane quanto de Miguel Ângelo. 

Em todos os depoimentos prestados pelo réu confesso, ele negou que algum terceiro tenha participado do crime. Além disso, Miguel confirmou que não abusou sexualmente da vítima. Entretanto, um depoimento, de uma testemunha que não será revelada, apontou que o réu confessou ter contado com ajuda de um comparsa e só não houve relação sexual pois ambos não tiveram ereção.

Na conclusão do inquérito, a delegada indicia Miguel Ângelo Duarte por homicídio qualificado por motivo fútil. Além disso, pede que a prisão, que atualmente é temporária, seja convertida para preventiva, visto o risco que o suspeito oferece a sociedade. 

Como a investigação não acreditou na versão apresentada pelo réu, por ele conter uma fala fria, dissimulada e em determinado momento incoerente, o caso segue sendo apurado, inclusive a participação de um outro suspeito.

O crime

A jovem não foi mais vista desde a noite de sábado (18) e seu corpo foi localizado no início da manhã de segunda-feira (20). em uma área de mata no bairro Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba.

Segundo a Polícia Militar, quando foi encontrada, Layane vestia apenas um sutiã, apresentava várias queimaduras, principalmente na barriga e nos braços e tinha a vários ferimentos na cabeça. “As roupas estavam longe do corpo, tinha um óculos de grau de cor rosa, uma corrente também e o corpo estava seminu, a uma distância de mais ou menos uns 10 metros do local onde estavam essas roupas”, contou o tenente Reginaldo Cason, da Polícia Militar.

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FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK LAYANE CZERVINSKI

A Polícia Civil chegou até Miguel depois que teve acesso a mensagens trocadas por ele e a vítima em uma rede social. Na conversa, os dois marcavam de se encontrar, entre o fim da noite de sábado e início da madrugada de domingo (19), nas proximidades da área de mata onde o corpo foi localizado.