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Caso Layane: investigação descobre que Layane não era o primeiro alvo de Miguel Ângelo e conclui inquérito

Documento já foi enviado ao Ministério Público e à Justiça

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações do repórter Nader Khalil, da RIC Record TV Curitiba
Caso Layane: investigação descobre que Layane não era o primeiro alvo de Miguel Ângelo e conclui inquérito
(FOTO: REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

23 de março de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:50

O delegado Michel de Carvalho concluiu o inquérito que investiga a morte da jovem Layane Czervinski, de 19 anos, que foi encontrada sem vida em São José dos Pinhais, no dia 20 de janeiro. Após mais de 60 dias do crime, dezenas de depoimentos e depois do processo mudar de delegacia, Miguel Ângelo Duarte foi indiciado estupro consumado seguido de morte e ocultação de cadáver.

O homem confessou o crime em novo depoimento, desta vez realizado em frente a sua esposa. Com as novas declarações, a investigação aponta que os ferimentos identificados nos corpos condizem mais do que as versões apresentadas anteriormente. Miguel Ângelo segue em prisão preventiva.

Novo depoimento e conclusão do inquérito

Depois de apresentar contradições em outros depoimentos, Miguel Ângelo foi interrogado novamente, desta vez na delegacia de São José dos Pinhais. Com a esposa sentada logo a frente, o suspeito revelou um versão diferente do crime. Desta vez, o homem confessou que matou a jovem asfixiada, sem ajuda de outra pessoa.

De acordo com o depoimento, após ingerirem bebidas alcoólicas na pracinha, Miguel e Layane foram até a mata para ter uma relação sexual. Entretanto, chegando no local, o homem não teve ereção e após ser ridicularizado pela jovem acabou cometendo o crime. Por asfixia mecânica, o suspeito tirou a vida da garota. Depois Miguel ainda teria desferido pauladas na cabeça da vítima.

Não satisfeito, o homem tentou tirar a roupa de Layane para tentar cometer o estupro.

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Miguel Ângelo durante reconstituição do caso (FOTO: NADER KHALIL/ RIC RECORD TV)

Além do depoimento, o delegado teve acesso ao celular de Miguel Ângelo, que foi resetado um dia após o crime. Entretanto, a equipe de investigação conseguiu recuperar as informações e descobriu que a primeira busca feita pelo celular na manhã seguinte a morte da jovem foi “motivos que levam homem a não ter ereção”.

Com a recuperação do celular, também foi possível descobrir que o primeiro algo de Miguel não era Layane, pois antes de entrar em contato com a jovem, o homem mandou mensagem para outra mulher, mas ela não respondeu. Na sequência, Miguel convidou Layane para sair.

Com a conclusão do inquérito e o documento enviado ao Ministério Público do Paraná, Miguel foi indiciado por estupro consumado seguido de morte e ocultação de cadáver. Caso esta denúncia seja aceita após todas as pronúncias, o suspeito não irá para júri popular e a pena pode chegar a 30 anos de prisão.

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