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Caso Layane: câmera de segurança flagra assassino confesso após o crime

Defesa da família de Layane analisa que suspeito não tinha ferimentos na imagem

Guilherme
Guilherme Becker / Editor
Caso Layane: câmera de segurança flagra assassino confesso após o crime
(FOTO: REPRODUÇÃO/ CÂMERA DE SEGURANÇA)

29 de fevereiro de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:54

Os advogados que representam a família de Layane Czervinski, de 19 anos, que foi encontrada morta em São José dos Pinhais, no dia 20 de janeiro, revelaram que buscarão uma nova qualificatória contra Miguel Ângelo Duarte, preso após assumir a autoria do homicídio. Exames do Instituto Médico Legal (IML), divulgados nesta sexta-feira (28), mostraram que a vítima não consumiu drogas ilícitas no dia do crime e estava bastante alcoolizada.

Imagens de uma câmera de segurança, instalada em um posto de combustível, na Região Metropolitana de Curitiba, flagraram Miguel Ângelo utilizando o banheiro após o crime. O advogado de Layane contesta que nas imagens o homem não apresenta as lesões que ele alega ter sofrido no pescoço e rosto.

Na filmagem, registrada às 5h01, do dia 19 de janeiro, é possível ver, de maneira nítida, o assassino confesso de Layane. Dentro do posto de combustível, o homem aparece com uma mochila nas costas e segundo o advogado, volta do banheiro limpo após se lavar no local

Exame comprova que Layane não utilizou drogas ilícitas

A investigação do caso Layane recebeu nesta sexta-feira (28) o resultado do exame toxicológico da vítima. Contrariando a versão apresentada pelo homem que confessou a autoria do crime, o laudo aponta que Layane não utilizou drogas ilícitas.

Desde o início das investigações, Miguel Ângelo afirmou que havia marcado um encontro com Layane para o consumo de drogas na pracinha. Além disso, como justificativa para o golpe que teria deixado a vítima inconsciente, o homem contou que a jovem estava em surto por conta da ingestão de drogas ilícitas.

Advogado da família da Layane pede nova qualificadora

Segundo o representante da família da Layane, o resultado do exame toxicológico e as imagens registradas no posto de combustível, comprovam que a vítima não teve chances para se defender. De acordo com o advogado Mark Stanley, será solicitada a qualificadora da impossibilidade de defesa.

Confira a nota na íntegra:

“As imagens mostram que não houve terceiro envolvido no brutal homicídio. Miguel Ângelo, é flagrado por uma câmera de segurança, levando a vítima em sua bicicleta. Somente os dois. Sem terceiros. Caindo por terra o argumento da defesa em tentar trazer mais envolvidos ao crime.

Outro ponto de relevância, é que Miguel mentiu que ambos usaram cocaína, o  exame da vítima resultou negativo para droga ilícita. Sendo somente positivo para álcool, grande quantidade inclusive, o que tornou a vítima mais vulnerável, sendo impossível de se defender. Buscaremos a qualificadora da impossibilidade de defesa.

Por fim, quanto às lesões em Miguel, apresentadas no exame de lesões corporais, tudo indica que  foram provocadas pelo próprio Miguel, a vítima não teria mínimas condições de lesioná-lo, em razão de grande estágio de embriaguez, com percentual de 11, 6 miligramas de álcool por litro de sangue.

Ademais o acusado foi flagrado em um vídeo em imagem de monitoramento de um posto de gasolina, 5 hrs da manhã. Após cometer o crime, tinha ido se lavar, e as imagens são nítidas em revelar que o rosto e pescoço do acusado estavam sem lesões.

Dr Mark Stanley.”

O crime

A jovem não foi mais vista desde a noite de sábado (18) e seu corpo foi localizado no início da manhã de segunda-feira (20). em uma área de mata no bairro Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba.

Segundo a Polícia Militar, quando foi encontrada, Layane vestia apenas um sutiã, apresentava várias queimaduras, principalmente na barriga e nos braços e tinha a vários ferimentos na cabeça. “As roupas estavam longe do corpo, tinha um óculos de grau de cor rosa, uma corrente também e o corpo estava seminu, a uma distância de mais ou menos uns 10 metros do local onde estavam essas roupas”, contou o tenente Reginaldo Cason, da Polícia Militar.

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FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK LAYANE CZERVINSKI

A Polícia Civil chegou até Miguel depois que teve acesso a mensagens trocadas por ele e a vítima em uma rede social. Na conversa, os dois marcavam de se encontrar, entre o fim da noite de sábado e início da madrugada de domingo (19), nas proximidades da área de mata onde o corpo foi localizado.

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