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Caso Georgia: mãe mentiu em interrogatório sobre a morte da filha

A mãe e o padrasto da criança de 7 anos estão presos; a menina foi levada morta até um hospital da Grande Curitiba

Caroline
Caroline Berticelli / Editora com reportagem da RIC Record TV, Curitiba
Caso Georgia: mãe mentiu em interrogatório sobre a morte da filha
GEORGIA, O PADRASTO E A MÃE. (FOTO: REPRODUÇÃO/RIC RECORD TV)

20 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:43

De acordo com o advogado que defende Suelen Tissi Barbosa, de 21 anos, mãe de Georgia Barbosa das Neves, de 7 anos, que foi levada morta até um hospital da Grande Curitiba no dia 11 de maio, sua cliente mentiu a pedido do marido – durante o primeiro interrogatório sobre a morte da criança. (Assista vídeo abaixo)

“Ele pediu para ela mentir, inclusive, para a autoridade policial e naquele primeiro momento, ela assim fez. Então, eu já requeri para o delegado de polícia um novo depoimento dela para suprir essas lacunas, para essa falta da verdade dela ficar esclarecida”, explica Luiz Gustavo Janiszewski. 

O defensor não especificou quais os pontos do testemunho da suspeita que não condizem com a verdade. 

Relacionamento abusivo 

Janiszewski sustenta a tese de que mãe e filha eram vítimas de Wanderlo Pacric de Souza, de 41 anos. Conforme ele, a mulher vivia um relacionamento abusivo há três meses, mas não havia se dado conta. Só agora, após a morte da filha e na prisão, é que Suelen percebeu o que estava acontecendo. 

“Ela já está entendendo o que está acontecendo, já parou com aquela postura defensiva, inclusive, aquela postura de defender ele. Agora, ela já começou a entender que ela efetivamente estava dentro de um relacionamento abusivo e agressor. O que ela me passou ela também era agredida por ele, ele de alguma maneira dominava o ambiente familiar. Ele afastou ela dos familiares, maltratava os familiares dela, não queria contato. Nós temos um senhor que tem traços de psicopatia. Isso eu posso afirmar com os indicativos que tem: agressor, abuso de menor, é um predador. E a Suelen, ao que tudo está me parecendo ser, nada mais era do que vítima dessa situação”, ressalta o advogado. 

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O casal está preso pela morte da criança de 7 anos. (Foto: Reprodução/RIC Record TV)

Georgia é levada morta até o hospital

Georgia foi levada já sem vida até o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, no fim da noite de 11 de maio. Conforme a médica que realizou o primeiro atendimento, ela estava nua – coberta apenas por uma jaqueta – e apresentava diversos hematomas pelo corpo. Entre as lesões, foi possível identificar que algumas eram recentes, enquanto outras aparentavam ser de queimaduras mais antigas

Durante um exame mais detalhado, a profissional encontrou também uma lesão próxima ao ânus da menina e a parte íntima estava inchada e arroxeada, o que pode indicar um abuso sexual.

Tanto a mãe de Georgia como seu padrasto foram presos em flagrante, mas ambos alegaram que a criança morreu após sofrer uma queda dentro da residência onde vivia com a família. Em depoimento, Suelen confessou que o marido costumava agredir a criança, mas declarou que nunca denunciou por medo. Já o Wanderlo nega as acusações.

Wanderlo está detido em Campina Grande do Sul e Suelen está na delegacia de Rio Branco do Sul, onde mulheres que são presas na RMC aguardam a transferência para algum presídio da região.

A Polícia Civil ainda aguarda laudos que deverão comprovar a causa mortis de Georgia e também se houve ou não abuso sexual.

Assista à reportagem completa:

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