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Caso Daniel: defesa pede que Allana e Cristiana possam fazer visitas a Edison Brittes na penitenciária

“Não há razões para que uma família não possa estar reunida aos olhos da Lei”, contou o advogado de defesa da família Brittes

Guilherme
Guilherme Becker / Editor
Caso Daniel: defesa pede que Allana e Cristiana possam fazer visitas a Edison Brittes na penitenciária
Edison Brittes permanece preso (FOTO: REPRODUÇÃO/ RIC)

27 de fevereiro de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:54

Os advogados de defesa da família Brittes, acusada de envolvimento na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, em outubro de 2018, entraram com um pedido para que Allana e Cristiana possam realizar visitas a Edison Brittes, único dos sete suspeitos que permanece preso. O documento enviado à Justiça nesta quinta-feira (27), pede que a medida cautelar que proíbe o acesso das rés seja revisado.

Desde que Edison foi preso, há um ano e quatro meses, os únicos momentos que ele teve contato com a esposa e a filha foi durante as audiências da fase de instrução do processo.

“Estamos tratando de uma família”, relata a defesa

Edison Brittes está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Allana e Cristiana também são rés do processo e cumprem medidas cautelares para responderem em liberdade. Entre as obrigações está não manter contato com réus e testemunhas do processo.

Com o documento, a defesa espera que a medida cautelar seja revista

“Diante do fato da instrução sumária já ter se encerrado e da necessidade de garantia do direito fundamental do preso de ter assistência familiar no sistema penitenciário, mostra-se cabível, razoável e proporcional que esta cautelar especificamente seja revista, com a permissão de que ALLANA e CRISTIANA possam manter contato familiar com o réu EDISON, sem que tal atitude configure potencial descumprimento das cautelares vigentes”, remeteu o defensor a juíza por meio de petição no processo.

A defesa também alegou que o processo envolve uma família, que já está sem contato há mais de um ano. “Estamos tratando de uma família, um pai, uma esposa e mãe e uma filha. A Constituição reserva direitos nesses casos e estamos indo a juíza da causa pedir que a família possa ter contato novamente. A instrução está encerrada, tudo correu normalmente, o comportamento de Allana e Cristiana é exemplar, o de Edison na Penitenciária idem. Não há razões para que uma família não possa estar reunida aos olhos da Lei, do Estado que guarda a custódia de Edison e é o guardião deste processo”, concluiu Dalledone.

Caso Daniel: os réus do processo

  • Edison Brittes (38 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes (35 anos):  homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;
  • Allana Brites (18 anos): coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor;
  • Eduardo da Silva (19 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;
  • Ygor King (19 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;
  • David Willian da Silva (18 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola (19 anos):  denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.

Relembre o Caso

jogador Daniel foi morto brutalmente, na manhã de 27 de outubro de 2018, após uma confusão ocorrida na residência dos Brittes. Na ocasião, cerca de 15 pessoas estavam na casa participando de um after como continuação do aniversário de Allana Brittes, que havia ocorrido em uma casa noturna de Curitiba.

Daniel foi flagrado por Edison Brittes com sua esposa Cristiana Brittes no quarto do casal. Segundo o depoimento de Cristiana Brittes, ela teria acordado com jogador Daniel apenas de cueca no local. A defesa da família Brittes alega que o jogador tentou estuprar Cristiana enquanto os advogados da família de Daniel afirmam que tudo não passou de uma brincadeira infantil e de mau gosto do jovem.

caso daniel cama
(REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

O resultado do flagrante foi o espancamento do jogador ainda na casa dos Brittes e seu assassinato na Colônia Mergulhão, em Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense. Ele teve seu pescoço parcialmente decapitado com uma faca de churrasco e o órgão sexual extirpado por Edison Brittes.

Eduardo da Silva, Ygor King e David Willian da Silva estavam presentes no momento em que o jogador foi morto em uma plantação de pinus. Todos negam a participação direta no crime. No entanto, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) não acreditou em suas versões e indiciou os três por homicídio.

Nos dias que seguiram após o assassinato do jogador Daniel, a família Brittes tentou convencer as testemunhas, que estavam na casa, a confirmarem que o jogador havia ido embora sozinho do local. No Instagram, Allana Brittes postou fotografia com o jogador como forma de luto, além de mentir para Eliane Corrêa,  mãe do jogador, sobre o que havia ocorrido. Edisson Brittes chegou a ligar para Eliane para dar os pêsames e oferecer auxílio em um momento tão difícil.

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