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Caso Daniel: MP denuncia suspeitos pela morte do jogador de futebol

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

27 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 27 de novembro de 2018 - 00:00

O jogador Daniel foi assassinado no final de outubro (Foto: Reprodução/Twitter)

Seis foram denunciados pela morte envolvendo o jogador de futebol Daniel Correa Freitas

Na tarde desta terça-feira (27), o Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia à justiça no caso envolvendo a morte do jogador de futebol, Daniel Correa Freitas, ocorrida no dia 27 de outubro, em São José dos Pinhais. Ao todo, sete pessoas foram denunciadas pelo crimes de homicídio, coação de testemunha, ocultação de cadáver, fraude processual – somente um deles teve o pedido de liberdade concedido pela justiça, e os demais permanecem presos.

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Denunciados no caso Daniel

Edison Brittes (38 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e e coação no curso do processo;

Cristiana Brittes (35 anos):  homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;

Allana Brites (18 anos): coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor;

Eduardo da Silva (19 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

Ygor King (19 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

David Willian da Silva (18 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;

Evellyn Brisola (19 anos):  denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.

Indiciados pelo MP-PR por envolvimento no assassinato do jogador Daniel. (Infográfico: Luana Silverio) 

Inicialmente, o delegado do caso Daniel, Amadeu Trevisan, havia indiciado Cristiana Brittes por coação de testemunha e fraude processual. No entanto, o promotor do MP-PR, João Milton Salles, reavaliou e optou por denunciar, também, pelo crime de homicídio simples. “Ela determinou que os atos fossem terminados fora da casa”, justificou.

A diferença entre Cristiana Brittes e os demais indiciados, é que ela deve ser denunciada por homicídio simples e não qualificado – na prática, a pena é muito menor.

Prisão preventiva por morte de jogador

Os seis denunciados pelo MP-PR pelo envolvimento na morte do jogador Daniel Correa Freitas tiveram o pedido de prisão preventiva solicitado. Todos estavam com a prisão temporária decretada, com validade de 30 dias prorrogáveis por igual período, por ser crime hediondo.

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Purkote Chiuratto é solto

Eduardo Purkote Chiuratto, de 18 anos, indiciado pelo assassinato do jogador Daniel Corrêa, de 24 anos, foi solto na tarde desta segunda-feira (26). Preso desde 15 de novembro na carceragem da Delegacia da Polícia Civil de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Eduardo Purkote foi indiciado por lesões corporais graves. Além dele, outras seis pessoas foram indiciadas no inquérito da Polícia Civil (veja abaixo quem são).

O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevisan, responsável pelo caso, já havia declarado que acreditava que o jovem poderia ser solto a qualquer momento, já que não há motivos para a manutenção da prisão temporária. Eduardo foi o último suspeito a ser preso por envolvimento com a morte do jogador Daniel.

Relembre o caso Daniel

O corpo do jogador Daniel Corrêa Freitas foi localizado no dia 27 de outubro de 2018, na Colônia Mergulhão, na zona rural de São José dos Pinhais, depois que um morador da região viu marcas de sangue no chão em uma estrada e seguiu o rastro até o corpo do jovem. Ele estava vestido apenas com uma camiseta, com sinais de tortura, com o pênis decepado e com cortes profundos no pescoço, a ponto de quase ter sido degolado.

Daniel, que jogou pelo Coritiba em 2017, teria aproveitado o fim de semana para visitar amigos na capital do Paraná e participar da festa de 18 anos de Allana.

No dia 31 de outubro, quatro dias após o crime, a primeira pessoa envolvida com o assassinato foi presa. Cristiana Brittes foi detida pela polícia enquanto estava a caminho do escritório de um advogado. No dia seguinte, 30 de outubro, Edison Brittes e Alanna Brittes se apresentaram na Delegacia da Polícia Civil em São José dos Pinhais. A polícia chegou até eles depois que uma testemunha-chave contou tudo o que sabia sobre o caso. Essa pessoa esteve na casa onde Daniel foi espancado e de onde foi levado, dentro do porta-malas de um veículo, para o local onde foi morto.

Testemunha que denunciou Edison Brittes está sendo ameaçada de morte

Na sequência foram presos David Willian da Silva, Ygor King e Eduardo Henrique da Silva. Os três agrediram o jogador dentro da residência dos Brittes e auxiliaram no assassinato. Em depoimento, todos afirmaram que não ajudaram a assassinar Daniel, mas que seguiram junto com Edison no veículo até a Colônia Mergulhão.

Durante as investigações, os detalhes dos depoimentos chocaram até os policiais acostumados com crimes: Eduardo revelou que Edison já saiu da casa com a intenção de extirpar o órgão sexual do jogador e que ele começou a cortar o pescoço da vítima logo que chegaram na estrada rural. David também contou detalhes perturbadores, ele admitiu que comprou roupas para Edison trocar as que usava quando assassinou Daniel e que chegou a ouvir o jogador engasgando com o próprio sangue enquanto era degolado.

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Edison confessou o assassinato e disse que fez tudo porque Daniel tentou estuprar sua mulher. Para o delegado Trevisan, a tentativa de estupro nunca aconteceu. “Nós não acreditamos nessa hipótese de estupro. Não tem como provar. Acreditamos apenas que o rapaz tenha deitado ao lado dela [mulher de Edison], tenha tirado fotografia e tenha dito que tinha estuprado apenas para aparecer para os amigos. Enfim, coisa de pessoa imatura apenas. […] Acreditamos que tenha sido um momento de imaturidade de Daniel acompanhado de um gesto desproporcional”, afirmou ainda durante a entrevista ainda durante as investigações. No entanto, Trevisan confirma que a motivação do assassinato de Daniel foi ele ter sido flagrado por Edison, no quarto do casal Brittes, na cama com Cristiana.

Eduardo Purkote Chiurrato foi preso apenas depois que a polícia colheu os depoimentos de todos os suspeitos e testemunhas. Ele acabou detido porque aparece na versão de alguns deles como um dos agressores, dentro da casa dos Birttes, de Daniel.

Após o assassinato, Allana postou uma foto com Daniel em sua rede social com uma mensagem de luto e também entrou em contato com a mãe do jogador, Eliane Corrêa, e mentiu sobre o que teria ocorrido durante a pós-festa em sua casa. Além disso, o próprio Edison chegou a ligar para Eliane para dar os pêsames e oferecer auxílio.

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