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Caso Daniel: Justiça nega pedido de habeas corpus para Allana Brittes

Redação RIC Mais
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28 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 28 de fevereiro de 2019 - 00:00

Allana Brittes permanecerá presa na Penitenciária Feminina de Pinhais. (Foto: Reprodução/RICTV)

O pedido foi julgado nesta quinta-feira (28) no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR); houve divergência entre os desembargadores

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negou na tarde desta quinta-feira (28) o pedido de habeas corpus em favor de Allana Brittes, 18 anos, uma das acusadas de envolvimento no assassinato do jogador Daniel Corrêa. Caso fosse aceita, a ré, que responde por coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor, poderia responder à acusação em liberdade.

O julgamento do HC causou discordância entre os três desembargadores que votaram o pedido. Enquanto o relator aprovou a soltura de Allana, os outros dois avaliaram que ela deve permanecer detida. De acordo com o TJ-PR, a “manutenção da prisão preventiva foi baseada no entendimento de que ainda estão presentes os requisitos que a sustentam, tais como: garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal, bem como conveniência da instrução criminal”.

Em nota, o advogado Claudio Dalledone Junior, responsável pela defesa da família Brittes, afirmou que esperava que o voto dado pelo relator do processo tivesse prevalecido, mas, que mesmo assim, continua confiando na justiça e após a publicação da decisão avaliará a medida cabível.

Allana Brittes

A jovem é filha de Edison Brittes, assassino confesso do jogador, e de Cristiana Brittes, pivô da confusão que terminou no assassinato brutal. Ela está presa junto com a mãe na ala femininda da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), na Região Metropolitana de Curitiba, desde novembro de 2018. Ambas foram acusadas pelo MP-PR, no entanto, diferentemente da filha, Cristiana também responde por homicídio qualificado por motivo torpe. 

Família Brittes na festa que antecedeu o assassinato do jogador. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Mãe e filha estiveram presentes na primeira fase das audiências de instrução do processo que ocorreram no Fórum de São José dos Pinhais, na região metropolitana da capital, que ocorreu entre os dias 18 e 20 de fevereiro. Na ocasião, as duas protagonizaram uma cena peculiar no fórum ao serem flagradas mandando beijos e ‘tchauzinhos’ para uma espécie de torcida que estava no local.

Depoimento de Allana à polícia

A jovem foi ouvida pela polícia no dia 5 de novembro de 2018, à época, ela mudou uma versão que teria dado, por vídeo, sobre o dia do crime quando negou sua amizade com o jogador. Conforme seu testemunho oficial, ela conhecia Daniel há um ano e cinco meses e chegou a ouvir o pai dizendo ao jogador: “Você estava na cama que eu durmo. Que eu durmo com a minha mulher, a mãe das minhas filhas. O que você estava pensando?”.

Ela também afirmou que ao perceber a gravidade da situação, pediu para que Edison parasse, mas não adiantou, e que quando pai voltou vestido com outra roupa, depois de ter saído com Daniel no porta-malas do carro, ela soube que ele estava morto. Mais tarde, no dia do crime, Edison ainda teria dito “ele não está mais aqui”.

Encontro da família Brittes com testemunhas do crime. (Foto: Reprodução/Câmeras de segurança) 

Sobre as imagens que registraram Edison, Cristiana e Allana durante um encontro com três testemunhas do espancamento do jogador, em uma praça de alimentação de um shopping, a ré declarou que não aconteceu para que fosse combinada uma versão da história. Naquele dia, de acordo com as três pessoas que hoje fazem parte das testemunhas de acusação, os Brittes solicitaram que eles afirmassem que antes de desaparecer, Daniel foi embora da casa sozinho e que não havia ocorrido nenhum desentendimento no local.

Antes do envolvimento dos Brittes ser descoberto, ELA POSTOU FOTOS COM O JOGADOR EM LUTO POR SUA MORTE. (FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM)

Já a respeito da troca de mensagens com Eliane Corrêa, mãe do atleta, nas quais Allana mentiu, e sobre uma ligação que atendeu de familiares de Daniel preocupados com seu sumiço, a jovem contou à polícia que foi orientada pelo pai a inventar a história de que Daniel havia saído de sua casa após o after pelo portão, sem avisar onde iria, e tomado rumo desconhecido.

PARTE CONVERSA ENTRE A MÃE de DANIEL MORTE E ALLANA BRITTES. (IMAGENS: REPRODUÇÃO/WHATSAPP)

Denunciados pelo crime

Sete pessoas foram denunciadas pelo MP-PR pelo assassinato do jogador. São elas:

Edison Brittes (38 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e e coação no curso do processo;

Cristiana Brittes (35 anos):  homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;

Allana Brites (18 anos): coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor;

Eduardo da Silva (19 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

Ygor King (19 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

David Willian da Silva (18 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;
Entre os sete, apenas Evellyn Brisola, 19 anos, permanece solta. Ela é acusada de denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.

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