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Caso Daniel: jogador foi espancado dentro de carro e mutilado em rodovia

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

28 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 28 de novembro de 2018 - 00:00

O jogador Daniel foi assassinado no final de outubro (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

Segundo denúncia apresentava pelo Ministério Público, o jogador Daniel Corrêa Freitas foi morto às margens da rodovia

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) revelou uma nova sequência de espancamento no jogador Daniel Corrêa Freitas, no dia 27 de outubro, antes de ser parcialmente decapitado na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais. É o que aponta a denúncia oferecida no caso.

Jovens seguraram vítima para Edison esfaquear Daniel

Após Edison, Eduardo, David e Ygor saírem da casa da família Brittes, a pedido de Cristina (veja abaixo), King agrediu Daniel ainda dentro do carro. “Durante o longo percurso, o denunciado Edison Brittes Junior foi ao volante -conduzindo o veículo- enquanto no banco ao lado, a sua direita, ia David Willian Vollero Sila -namorado de Allana Brittes-, já Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King tomaram o assento traseiro. Durante o tempo consumido para alcançarem o local de destino, a vítima Daniel Corrêa Freitas continuava a ser violentamente agredida a cotoveladas pelo denunciados Ygor King.”

Após ser retirado do porta-malas, Daniel foi brutalmente espancado mais uma vez (Foto: RIC MAIS/MP-PR)

Em seguida, de acordo com a denúncia, os jovens imobilizaram Daniel Corrêa Freitas para Edison Brittes Júnior decapitasse o jogador. Ainda segundo o MP-PR, “contando sempre com o apoio e adesão dos demais presentes”, Edison Brittes mutilou Daniel, que teve o pênis amputado.

Depois de matarem Daniel às margens da rodovia, Edison Brittes e os jovens carregaram o corpo para dento da mata. “Após consumada a morte da vítima (…) cada qual aderindo voluntária e reciprocamente, às condutas delituosas dos outros, cientes da ilicitude e reprovabilidade de suas condutas, retiraram o corpo de Daniel do local onde consumaram a sua morte, na pista de rodagem de veículos e o ocultaram, levando-a para o interior da mata de reflorestamento, que existia às margens da referida pista.”

Após carregarem o corpo para dentro da mata, o órgão genital do jogador foi arremessado (Foto: RIC MAIS/MP-PR)

Ainda de acordo com a denúncia, Cristiana Brittes foi denunciada por homicídio, já que orientou o marido a seguir com o ‘justiçamento’ do jogador fora da residência. Veja!

Cristiana Brittes assistiu o brutal espancamento de Daniel (Foto: RIC MAIS/MP-PR)

Confira quem são os denunciados do caso Daniel

Edison Brittes (38 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e e coação no curso do processo;

Cristiana Brittes (35 anos):  homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;

Allana Brites (18 anos): coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor;

Eduardo da Silva (19 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

Ygor King (19 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;

David Willian da Silva (18 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;

Evellyn Brisola (19 anos):  denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.

Prisão preventiva por morte de jogador

Os seis denunciados pelo MP-PR pelo envolvimento na morte do jogador Daniel Correa Freitastiveram o pedido de prisão preventiva solicitado. Todos estavam com a prisão temporária decretada, com validade de 30 dias prorrogáveis por igual período, por ser crime hediondo.

Reviravolta: Purkote Chiuratto é solto

Eduardo Purkote Chiuratto, de 18 anos, indiciado pelo assassinato do jogador Daniel Corrêa, de 24 anos, foi solto na tarde desta segunda-feira (26). Preso desde 15 de novembro na carceragem da Delegacia da Polícia Civil de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Eduardo Purkote foi indiciado por lesões corporais graves. Além dele, outras seis pessoas foram indiciadas no inquérito da Polícia Civil (veja abaixo quem são).

O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevisan, responsável pelo caso, já havia declarado que acreditava que o jovem poderia ser solto a qualquer momento, já que não há motivos para a manutenção da prisão temporária. Eduardo foi o último suspeito a ser preso por envolvimento com a morte do jogador Daniel.

Amiga de Allana é denunciada por denunciação caluniosa

Evellyn Brisola, amiga de Allana Brittes, foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) à Justiça, na tarde desta terça-feira (27), por denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho. Evellyn teria dado informações não verdadeiras sobre a participação de Eduardo Purkote Chiuratto no crime que vitimou o jogador Daniel Corrêa, de 24 anos, segundo o MP-PR. 

Assista à entrevista completa do promotor do caso Daniel, que deu detalhes sobre a denúncia envolvendo cada um dos sete envolvidos.

 

 
 

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