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Guilherme Becker / Editor

4 de setembro de 2019 - 00:00

Atualizado em 4 de setembro de 2019 - 00:00

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Caso Daniel: sete réus são interrogados; Edison Brittes, Ygor e David ficam calados

Todos os réus da morte do jogador Daniel foram interrogados nesta quarta-feira (4)

Caso Daniel: sete réus são interrogados; Edison Brittes, Ygor e David ficam calados

Os interrogatórios com os sete réus envolvidos na morte do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, foram realizados no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Apesar da juíza Luciani Regina Martins, do Ministério Público do Paraná (MP-PR), ter reservado três dias para as audiências, todos os réus foram interrogados já nesta quarta-feira (4).

Entre os envolvidos, Edison Brittes, Ygor King e David Willian da Silva – que respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor – preferiram permanecer calados. Já Allana e Cristiana Brittes, Evellyn Brisola e Eduardo da Silva, responderam as perguntas em juízo.

Caso Daniel: réus são interrogados

A quarta audiência sobre o Caso Daniel foi realizada nesta quarta-feira (4), em São José dos Pinhais. Os sete réus do caso foram até o Fórum e utilizaram de estratégias para se defender sobre as acusações.

As primeiras a chegar no Fórum de São José dos Pinhais foram as duas réus que respondem em liberdade, Evellyn Brisola e Allana Brittes. As jovens foram, também, as primeiras a serem interrogadas.

Evellyn Brisola, que responde pelos crimes de denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho, foi a primeira a ser ouvida. A jovem, que tinha a opção de permanecer calada, respondeu as perguntas e voltou a citar Eduardo Purkote Chiuratto, que ficou preso durante 11 dias, mas foi liberado. Após as declarações, a expectativa do advogado da jovem é que ela seja inocentada de todo o processo.

Allana Brittes foi a segunda a ser interrogada pela juíza e pelos advogados de defesa. Pela primeira vez a filha de Edison e Cristiana chegou sem algemas e entrou pela porta da frente do Fórum. Allana teve habeas corpus concedido e responde em liberdade. Nesta quarta-feira (4), a RICTV | Record TV exibiu uma entrevista exclusiva com a réu.

caso daniel Allana chegando

Allana Brittes chegou pela primeira vez sem algemas (FOTO: REPRODUÇÃO/ RICTV PR)

Após os depoimentos das jovens, uma viatura do Sistema Penitenciário chegou com os outros cinco réus. Apesar do pedido do advogado Cláudio Dalledone, para os membros da família Brittes serão ouvidos por último, Edison Brittes foi o terceiro a entrar no interrogatório.

Entretanto, Edison utilizou do recurso e permaneceu calado. Na sequência, Ygor King e David Willian da Silva, seguiram orientação do advogado Rodrigo Faucz e também não responderam as perguntas. Segundo o representante dos jovens, a opção foi escolhida pois, para ele, é importante que seja ouvido primeiro Edison Brittes, visto que eles apenas participaram das agressões.

O sexto a ser interrogado foi Eduardo Henrique da Silva, que responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor. O réu prestou depoimento por aproximadamente uma hora. Segundo o advogado, Edson Stadler, Eduardo relatou o fato e voltou a afirmar que a intenção não era matar Daniel, apenas realizar a castração. Entretanto, algo fez com que Edison Brittes se revoltasse e atingisse o pescoço do jogador.

A última a ser interrogada foi Cristiana Brittes. A mãe de Allana respondeu a perguntas da defesa e também da juíza, além de voltar a confirmar que não teve participação nenhuma no crime. Na saída, o advogado da réu, Cláudio Dalledone, declarou que aguarda a liberdade da cliente nos próximos dias.

caso daniel banner

Banner foi utilizado para que réus não fossem vistos (FOTO: TAÍS SANTANA/ RICTV PR)

Caso Daniel: próximos passos

Após os interrogatórios com os réus, está aberto o prazo para as alegações finais dos advogados de defesa, da assistência de acusação e do Ministério Público do Paraná para então a juíza Luciane Regina Martins de Paula decidir se os réus vão ou não a júri popular.

A expectativa é que este processo leve em torno de 60 dias.

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