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Caso Daniel: depoimentos revelam contradições entre suspeitos e testemunhas

Redação RIC Mais
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14 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 14 de novembro de 2018 - 00:00

O jogador foi morto no dia 27 de outubro. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Confira o depoimento dos envolvidos no crime e as contradições apresentadas por cada um!

Desde a primeira versão do crime, apresentada pelo assassino confesso do jogador Daniel Corrêa Freitas, muita coisa mudou. Conforme as investigações foram intensificadas, a versão apresentada por Edison Brittes Junior foi contestada. Confira o depoimento dos envolvidos no crime e às testemunhas do caso Daniel!

Jogador Daniel manda áudio antes de morrer

No dia 27 de outubro, Daniel Correa conversou com um amigo próximo enquanto estava na casa da família Brittes, horas antes de morrer  em uma festa só para convidados após a comemoração de aniversário de 18 anos de Allana Brittes.

Edison mostra contradição na história

No dia primeiro de novembro de 2018, Edison Brittes Junior foi preso e afirmou que agiu em defesa da esposa, já, que segundo ele, o jogador teria tentado estuprar sua mulher -Cristiana Brittes. Ele ainda afirmou que o objetivo não era matar o jogador Daniel e sim, abandoná-lo em uma área rural de São José dos Pinhais, conhecido como Colônia Mergulhão.

Porém, ele contou que, quando estava transportando a vítima, o celular de Daniel tocou e, foi então, que Edison viu as fotos do jogador com a sua esposa em cima da cama (veja abaixo), e por isso, perdeu o controle e matou o jogador.

Porém, no dia sete de novembro de 2018, o assassinado mudou a versão em depoimento. Brittes desmentiu que teria arrombado a porta quando escutou gritos de Cristiana pedindo por ajuda e que teria arrombado a porta. Além disso, ele preferiu manter silêncio quando foi indagado sobre detalhes de como matou o jogador.

Daniel envia fotos ao lado de Cristina Brittes às 8h18 da manhã

Allana Brites foi orientada para contar versão de crime

Allana Brittes, filha do suspeito de matar Daniel Corrêa Freitas, também entrou em contradição quando prestou depoimento. Quando foi presa, no mesmo dia que seus pais, ela afirmou que conhecia o jogador há menos de um ano, porém, no interrogatório realizado no dia seis de novembro de 2018, ela contou que conhecia Daniel há, aproximadamente, um ano e cinco meses.

A jovem, de 18 anos, ainda declarou que Edison, Ygor King, David -namorado de Allana-, Eduardo e outro amigo batiam no ex-meia do cruzeiro dentro do quarto, após seu pai flagrar Daniel dentro do cômodo. Ela ainda negou que o encontro em um shopping foi para combinar uma versão do crime e declarou que o pai a orientou para inventar a história de que Daniel havia saído de casa após o ‘after’ pelo portão, sem avisar onde iria.

Cristiana Brittes pediu por ajuda

Acompanhada de dois advogados, Cristiana Brittes deu oficialmente seu depoimento à polícia no dia seis de novembro de 2018. Ela contou que não conhecia Daniel Corrêa, mas já tinha visto o rapaz em um evento anterior, no aniversário de 17 anos da filha Allana. Segundo a suspeita, o marido -Edison- saiu de casa para buscar bebida por volta das 8h e, devido a isso, ela acredita que tenha sido neste momento que o jogador entrou em seu quarto -enquanto ela estava dormindo.

Ainda no depoimento, Cristiana contou que ao invés de ajudarem Daniel enquanto ela pedia por ajuda, o jogador foi ainda mais agredido e ninguém tentou separar a briga. E que ela se recorda apenas de ver a vítima na área externa da sua casa, ainda dentro do terreno, caído no chão, sem dizer nada.

Edison, Allana e Cristiana na comemoração de aniversário da jovem 
Jovens não presenciaram assassinato

Deivid Willian da Silva, de 18 anos, que engatou um relacionamento amoroso com Allana Brites dias antes do crime, afirmou que participou das agressões contra o jogador, mas que não teve participação no assassinato. O jovem contou que após saírem da Colônia Mergulhão, Edison deu R$ 50 reais para que ele comprasse uma roupa para o assassino confesso -a qual vestiu ainda na frente do comércio.

Em seguida, Edison e outros três jovens foram para um posto de combustíveis, onde Deivid desceu novamente e comprou dois litros de água para que Edison pudesse limpar o sangue das mãos.

O outro jovem envolvido nas agressões, Ygor King, contou a mesma versão dos fatos de David, e afirmou que não colaborou com o assassinato na Colônia Mergulhão.

Todos sabiam que Daniel iria morrer

Primo de Cristiana Brittes, Eduardo Henrique da Silva, de 19 anos, prestou depoimento no dia doze de novembro de 2018, e contou que não há inocentes nesta história. O depoimento do jovem contradiz o que Ygor e Deivid contaram, já que todos saíram de casa sabendo da intenção de Edison Brittes de cortar o órgão sexual do jogador.

Em um trecho do depoimento, Eduardo contou que Brittes disse que ‘talarico tem que ser capado’, e explicou que talarico é quem mexe com a mulher do outro. Na sequência, Brittes ainda parou o carro de ré -antes de colocar o jovem no veículo- e afirmou: ‘eu vou capar esse cara e preciso que vocês vão junto’.

Testemunha sugeriu ligar para o Samu 

Evellyn Brisola, amiga de Allana que ‘ficou’ com o jogador Daniel na casa noturna prestou depoimento no dia treze de novembro de 2018 e contou que depois do espancamento, Edison Brittes pediu para que todos limpassem a casa, dividindo tarefas.

O colchão foi cortado, por estar sujo de sangue, e os documentos do jogador foram queimados. O celular ainda teria sido destruído por um dos gemêos. A jovem ainda relatou que as agressões duraram aproximadamente cinco minutos e que, sugeriu para Edison chamar o Samu, mas ele disse ‘quem manda aqui sou eu’.

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