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Carlos Wizard não depõe e CPI pede condução coercitiva e retenção de passaporte

Reuters
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Carlos Wizard não depõe e CPI pede condução coercitiva e retenção de passaporte
Presidente da CPI da Covid no Senado, Omar Aziz

17 de junho de 2021 - 17:25 - Atualizado em 17 de junho de 2021 - 17:30

BRASÍLIA (Reuters) – A CPI da Covid do Senado decidiu pedir a condução coercitiva e a retenção do passaporte do empresário Carlos Wizard após ele não ter comparecido para depor ao colegiado na manhã desta quinta-feira.

Wizard é suspeito de integrar o chamado gabinete paralelo do governo federal, grupo independente ao Ministério da Saúde que seria responsável por sugerir decisões ao presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia.

Na véspera, os advogados do empresário haviam enviado uma manifestação à CPI na qual disse que estava nos Estados Unidos para acompanhar uma pessoa da família em tratamento médico, tendo pleiteado a realização do depoimento na forma virtual. A comissão, contudo, não aceitou essa proposta.

O ministro do STF Luís Roberto Barroso acatou um pedido da defesa de Wizard para que ele permaneça em silêncio na CPI, embora tenha determinado que ele comparecesse.

Nesta quinta, pouco depois da abertura da sessão, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), anunciou as medidas restritivas diante da ausência do empresário.

“Oficiaremos a um juiz criminal para que requisite à autoridade policial a apresentação da testemunha faltosa ou determinar que seja conduzido por oficial de Justiça, o qual poderá solicitar o auxílio da Força Pública”, disse.

“Para além dessas medidas, diante da ausência do depoente, determino que seja oficiado à Justiça Federal para que o passaporte do sr. Carlos Wizard seja imediatamente retido pela Polícia Federal tão logo ele ingresse em território nacional e somente lhe seja devolvido após a prestação de seu depoimento perante esta comissão”, emendou.

Aziz destacou ainda que a CPI dispõe de poderes próprios de autoridade judicial e iria dispor de “todos os meios suficientes para fazer cumprir as suas decisões”.

(Reportagem de Ricardo Brito)

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