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Cápsula respiratória ganha força no combate ao Covid-19

Interface de ventilação não-invasiva, já aprovada e registrada pela Anvisa, auxilia na recuperação de pacientes com baixa oxigenação por conta da Covid-19

Redação RIC Mais
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Cápsula respiratória ganha força no combate ao Covid-19
(Foto: Divulgação/Hospital Marcelino Champagnat e Medicalway)

8 de abril de 2021 - 17:58 - Atualizado em 8 de abril de 2021 - 17:58

Muitas empresas buscam soluções para a crise na saúde por conta da pandemia do coronavírus. Diante desse cenário, uma empresa paranaense de equipamentos médicos se uniu com outras empresas do setor para buscar uma solução alternativa, rápida, eficiente e com um custo acessível que suprisse a falta de ventiladores e leitos de UTI. Depois de pesquisas e testes clínicos, surgiu o 7Lives – Helmet, uma interface de ventilação não-invasiva que vem ajudando a salvar vidas em meio a pandemia de Covid-19.

De acordo com dados publicados pela OMS, embora a maioria das pessoas com coronavírus desenvolva apenas doenças leves ou sem complicações, cerca de 14% requerem hospitalização e suporte de oxigênio e 5% requerem admissão em unidade de terapia intensiva. Por conta disso e do cenário difícil nos hospitais, muitas empresas têm se esforçado para encontrar soluções para a saúde e formas de melhorar o cenário atual.

Segundo Helen Morais, fisioterapeuta e especialista em produtos da Medicalway, o projeto foi desenvolvido por uma empresa de São Paulo e é montado e distribuído para todo o país pela companhia em Curitiba.

“O Helmet foi uma solução buscada fora do país a fim de trazer um novo modelo de ventilação não invasiva, que fosse mais confortável para o paciente e mais seguro para equipe multi, uma vez que ele vai reduzir a produção de aerossol, mais eficaz num primeiro momento para evitar intubações, ele vai gerar uma pressão positiva para o paciente através de fluxos altos de oxigênio e ar e, pode dispensar o uso dos ventiladores mecânicos.” 

explica Helen Morais

Diversos estudos mostram, ainda, que o uso dessa interface evita em 60% a intubação de pacientes em estado críticos de Covid-19, e isso acaba ajudando no tratamento. 

“A estrutura do Helmet permite a formação de um ambiente com pressão positiva e enriquecido com oxigênio. A maior parte do seu material é feito com PVC atóxico e a membrana de vedação do pescoço é produzida com látex ou silicone, garantindo conforto e adequado ajuste para diferentes pacientes”, explica Renato Abreu, sócio proprietário da Agile Med, empresa responsável pelo desenvolvimento do produto. “Para fixação do produto na cabeça, duas alças de polipropileno com fechos ajustáveis e neoprene dão segurança, conforto e fácil limpeza ao usuário. Esta interface conta com duas válvulas para conexões dos circuitos de fluxo inspiratório e/ou expiratório. Próxima à boca do paciente, há ainda uma válvula de alimentação que permite tanto o fornecimento de líquidos, quanto de alimentação através da passagem de sondas”

complementa a especialista em produtos da Medicalway

Segundo a marca, o 7Lives – Helmet foi elaborado pensando no conforto e no bem-estar do paciente em recuperação da Covid e também na segurança da equipe ao redor já que o equipamento impede que gotículas se espalhem pelo ambiente, evitando infecções.

Como funciona

A ventilação não-invasiva só é possível porque o respirador funciona como um capacete com filtros e exaustão antivirais e antibacterianos capazes de promover renovação do ar e de criar uma pressão positiva para o paciente, que fica na parte de dentro da cápsula, sendo uma das melhores formas para não intubar o paciente, além de reduzir as chances de óbito.

“Importante dizer que o 7Lives – Helmet reprodução de um equipamento que fez muito sucesso durante a pandemia na Europa e nos Estados Unidos e que a  Medicalway, em parceria com a Agile Med, recriaram com toda segurança para entrar com preço justo nesse mercado pela recuperação dos brasileiros e justamente por isso o equipamento tem sido aceito nos hospitais pelo Brasil e sendo muito elogiado pelos profissionais da saúde”

completa a fisioterapeuta Helen Morais

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