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Campanha convida homens para conversa sobre violência contra mulheres

Redação RIC Mais
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7 de dezembro de 2016 - 00:00 - Atualizado em 7 de dezembro de 2016 - 00:00

Foto: Divulgação/Laço Branco

Movimento Laço Branco nasceu em resposta a massacre contra mulheres ocorrido no Canadá em 1989

Acontece nesta quarta-feira (7), na Prefeitura de Cascavel, uma palestra que tem como principais convidados os homens. O evento faz parte da campanha “Laço Branco”, que luta pelo fim da violência contra as mulheres.

Os participantes terão a oportunidade de conhecer a causa e a história da mobilização durante a conversa que será conduzida pela promotora Andréa Simone Frias. Também será realizado sorteio de brindes, como camisas pólo, gravatas, cupons de desconto em academias e outros.

Serviço

Horário: 8h30

Endereço: Auditório da Prefeitura de Cascavel – Rua Paraná, 5000 – Centro, Cascavel

História do Laço Branco

O dia 6 de dezembro foi escolhido para simbolizar a mobilização dos homens pelo fim da violência contra as mulhere. Na mesma data, em 1989, um homem de 25 anos (Marc Lepine) entrou armado na Escola Politécnica de Montreal, no Canadá. Em uma sala de aula, ele ordenou que os homens (aproximadamente 50) se retirassem. Assassinou 14 mulheres e depois saiu atirando pelos corredores e outras dependências da escola, gritando “Eu odeio as feministas”. Desta forma, ele matou 14 estudantes, todas mulheres. Feriu ainda 14 pessoas, das quais 10 eram mulheres. Depois suicidou-se. Com ele, foi encontrada uma carta que continha uma lista com nomes de 19 feministas canadenses que ele também desejava matar e na qual ele explicitava a motivação de suas ações, em suas palavras: “mandar de volta ao Pai as feministas que arruinaram a sua vida”.

O crime, que ficou conhecido como o “Massacre de Montreal”, mobilizou a opinião pública daquele país, gerando amplo debate sobre as desigualdades entre homens e mulheres e a violência gerada por esse desequilíbrio social. Assim, um grupo de homens canadenses decidiu organizar-se para dizer que existem homens que cometem a violência contra a mulher, mas existem também aqueles que repudiam essa violência. Eles elegeram o laço branco como símbolo e adotaram como lema: jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência.

Lançaram, assim, a primeira Campanha do Laço Branco (White Ribbon Campaign): homens pelo fim da violência contra a mulher. Durante o primeiro ano da Campanha, foram distribuídos cerca de 100 mil laços entre os homens canadenses, principalmente entre os dias 25 de novembro e 6 de dezembro, semana que concentra um conjunto de ações e manifestações públicas em favor dos direitos das mulheres e pelo fim da violência. O dia 25 de novembro foi proclamado pela Organização das Nações Unidas, como o Dia Internacional de Erradicação da Violência contra a mulher.

O dia 6 de dezembro foi escolhido para que a morte daquelas mulheres (e o machismo que a gerou) não fosse esquecida. Trabalhando junto a diversos órgãos das Nações Unidas, particularmente o UNIFEM e em parceria com organizações de mulheres, a Campanha do Laço Branco hoje está presente em todos os continentes e em mais de 55 países, sendo apontada pela ONU como a maior iniciativa mundial voltada para o envolvimento dos homens com a temática da violência contra a mulher.

No Brasil, algumas iniciativas pontuais começaram a ser delineadas em 1999, por meio de atividades dirigidas a essa temática, realizadas Em Recife, pelo Instituto Papai e, em Brasília, pelo Promundo, com o objetivo de ampliar cada vez mais nossa rede, sensibilizando profissionais e/ou comunidades em geral.

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