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Câmara decide manter salário e assistência médica de Rocha Loures

Redação RIC Mais
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24 de maio de 2017 - 00:00 - Atualizado em 24 de maio de 2017 - 00:00

Rocha Loures teria sido filmado recebendo R$ 500 mil de empresário (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Membros da Mesa Diretora entenderam que o vínculo com o mandato não foi cortado, uma vez que o afastamento não é uma decisão definitiva

A Mesa Diretora da Câmara decidiu nesta quarta-feira (24) manter o salário de R$ 33.763 do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Loures também terá direito a continuar usufruindo da assistência saúde e pedir ressarcimento de consultas e exames.

O entendimento dos membros da Mesa Diretora é de que o vínculo com o mandato não foi cortado, uma vez que o afastamento não é uma decisão definitiva. O argumento utilizado é de que se magistrados e servidores públicos quando afastados mantêm o subsídio, o tratamento dado ao peemedebista deveria ser o mesmo. Não houve deliberação sobre convocação do suplente.

Cortes

Na sexta-feira passada (19), a direção da Câmara já havia cortado alguns benefícios do deputado. Rocha Loures perdeu o direito à cota para exercício da atividade parlamentar de R$ 38.871,86, uma vez que está fora do mandato. O chamado “cotão” é destinado ao pagamento de despesas como passagens aéreas, telefonia, serviços postais, manutenção de escritórios, alimentação, hospedagem, despesas com locomoção, consultoria técnica, segurança e participação em eventos ligados à atividade parlamentar. O valor do cotão varia de acordo com o Estado de origem do parlamentar.

O peemedebista também deixou de receber os R$ 4.253 de auxílio-moradia. Ficou determinado ainda que o gabinete do deputado, no anexo 4 da Câmara, seria fechado. Além do corte de verbas, Rocha Loures enfrentará um processo por quebra de decoro parlamentar. Ele foi citado na delação do empresário Joesley Batista, da JBS, por supostamente ter atuado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em troca de propina.

A representação da Rede, PSOL e PSB sustenta que Rocha Loures recebeu dinheiro não contabilizado para defender interesses privados junto à administração pública. No diálogo captado pelo empresário, Temer indica o deputado para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS) no Cade.

 

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